Agora que as férias de Natal se aproximam, propomos-lhe uma forma diferente de olhar a cidade de Coimbra. Ou melhor, uma verdadeira volta ao mundo sem perder de vista a Torre da Universidade. A viagem inclui cidades e países de cinco continentes. Seja para uma refeição ou uma bebida, e a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada.

Começamos o nosso périplo na Baixa. O café Angola, mesmo em frente à estação de comboios, é o ideal para tomar o pequeno-almoço, como o fazem, ano após ano, milhares de estudantes ao saírem das noites loucas de Queima das Fitas ou Festa das Latas. Como eles, aproveite para recuperar forças com os doces tradicionais da região, nomeadamente os pastéis de Tentúgal ou as queijadas de Pereira.

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Aqui, para cruzar o Atlântico, não são necessárias horas e horas de avião. Basta atravessar a rua e, num ápice, estamos nos Estados Unidos da América, mais concretamente na Florida. É este o nome de outro dos cafés emblemáticos daquela zona da cidade.

Subimos até à Alta e aproveitamos para conhecer os recantos da Lusa Atenas, considerada património da Humanidade. A Universidade e o Jardim Botânico são alguns dos locais que merecem visita obrigatória. Com toda esta caminhada, e porque a beleza do património local alimenta a vista mas não o corpo, a barriga já deve estar a dar horas.

Se é fã de francesinhas, o café Atenas, bem próximo do Jardim da Sereia, tem as melhores da zona. Se prefere sabores mais exóticos, o Kyoto House não fica muito longe e oferece sushi de grande qualidade, diz quem percebe do assunto.

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Ainda agora começámos e já visitámos quatro continentes: África, América do Norte, Ásia e Europa. Mas ainda há muito para descobrir.

Está na hora de voltarmos a descer até à beira-rio. Ali, com a paisagem deslumbrante do Mondego como pano de fundo, paramos para comer um gelado no restaurante Itália, sob a sombra de um dos majestosos plátanos do Parque Dr. Manuel Braga.

Voltamos a fazer-nos à estrada e chegamos à rua do Brasil, onde um restaurante com o mesmo nome ficou muito conhecido pelo facto de os seus donos, fervorosos adeptos do Sporting, não terem aumentado o preço do café durante anos, até que o clube do leão foi finalmente campeão nacional em 2000.

Paredes-meias, na americaníssima Casa Branca, temos outro estabelecimento de inspiração brasileira, o São Paulo. Se tiver tempo, beba uma imperial fresquinha, caso contrário siga em direcção ao Bairro Norton de Matos, onde as ruas têm o nome das antigas colónias portuguesas Moçambique e Angola, e pare no principado (leia-se café) Mónaco para tirar um petisco ao final da tarde.

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A noite aproxima-se e temos de começar a pensar no jantar. Voltamos à Rua do Brasil, com destino a Munich. As cervejarias (há duas, situadas na mesma rua) são uma boa opção para quem gosta de marisco fresco ou de um bom bife.

Exaustos, voltamos à casa de partida, ou seja, à baixa, onde vamos dormir no Hotel Oslo. Agora já pode dizer a todos os seus amigos que, qual Willy Fog, conseguiu dar a volta ao mundo em apenas um dia. #Turismo #Curiosidades