O mais tradicional de todos os Carnavais portugueses, em Torres Vedras, decorre até dia 18 de Fevereiro, subordinado ao tema do amor. O desfile é composto por oito carros alegóricos, quarenta e um grupos independentes e mais de 2000 participantes que, em ambiente de verdadeira folia, sairão à rua. Desde 1923, que de ano para ano, os foliões repetem de forma organizada esta brincadeira. "Tentamos de ano para ano, melhorar o nosso #Carnaval. As mudanças regem-se em pequenos detalhes" , referiu Andreia Correia, da Câmara Municipal de Torres Vedras.

O orçamento para este ano ronda os 500.000 euros, enquanto que no ano passado este valor foi de 470.000.

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As expectativas em termos de público rondam as 350.000 pessoas.

O Carnaval não é um evento dos tempos modernos, já que, segundo a história, já no século XIII se festejava o Entrudo em território nacional, com demonstrações populares espontâneas com baldes de água, ovos laranjas e farelos. Ao longo dos séculos a festa foi evoluindo e no século XVI usavam-se máscaras do teatro grego. Destas demonstrações surgiu o Carnaval torriense de rua, com cortejos e autênticas "batalhas", que dariam lugar a uma festa organizada pelos Republicanos em 1912. Nos anos seguintes a festa teve continuidade.

Este ano, a chegada dos reis do Carnaval, Dom Tintol Ama Troika Jamais e Dona Alvarinha Lovestory de Tanguinha, encarnados por Ricardo Miranda e Pedro Adam, deu início a cinco dias de diversão. A folia tem sido uma constante desde o passado dia 13.

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A Câmara Municipal de Torres Vedras, em reunião realizada a 30 de janeiro deste ano, decidiu enviar um pedido ao Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para que fosse retomada a tradição carnavalesca, mas não obteve resposta. Apesar de uma tentativa clara dos partidos de esquerda no Parlamento para a reposição dos feriados suspensos em 2012, a posição do Governo manteve-se irredutível. Contudo, com a aproximação das datas reservadas ao Entrudo, os elementos do executivo do município local decidiram avançar com a tolerância de ponto no setor público; o privado não ficou de fora e tolerância vai acontecer na "grande maioria das grandes empresas de Torres Vedras".