Esta é a segunda edição da iniciativa que junto na Praça do Almada, no centro da cidade, dezenas de comerciantes locais que querem dar a provar as suas iguarias. As propostas são várias, desde o chocolate quente, o bolo de chocolate, os brigadeiros, os crepes com chocolate, as bolachas, as amêndoas, as rabanadas de chocolate, entre muitas outras sugestões. Assim, entre os dias 26 e 29 de março (próximo domingo) realiza-se a maior feira de chocolate do concelho, que junta pastelarias e chocolatarias locais para promover esta iguaria.

Além do doce haverá animação durante os quatro dias, protagonizada por jovens de escolas e grupos do concelho. A organização é da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, em parceira com a RZEventos, e os poveiros e não só são convidados a visitar o espaço que conta com mais de 15 stands e diversas sugestões para oferecer ou degustar, por exemplo, na Páscoa. A ação serve ainda para divulgar os estabelecimentos comerciais da Póvoa de Varzim.

Nesta data são também lembrados os benefícios deste alimento, que em muitas culturas é considerado essencial e consumido diariamente. O chocolate foi descoberto há perto de três mil anos, e desde então que assumiu o papel de alimento essencial, primeiramente na forma de bebida, e também em técnicas medicinais, e mais recentemente na doçaria e pastelaria um pouco por todo o mundo. Segundo a história, terão sido os Maias e os Astecas os primeiros a provarem o sabor do chocolate. Os mesmos povos utilizavam ainda o cacau como moeda, nos salários e transações comerciais. Já um estudo mais recente da Universidade de Harvard, em Inglaterra, dá conta que os consumidores reguladores de chocolate podem beneficiar de mais um ano de vida, provavelmente pela elevada quantidade de antioxidantes presente neste alimento.

Quanto aos maiores consumidores de chocolate do mundo, o primeiro lugar vai para os suíços, dado que cada habitante ingere cerca de 9 quilos por ano, seguidos dos alemães e dos belgas com 8.4 quilos. Já os espanhóis, povo que trouxe o chocolate para a Europa, está nos últimos lugares no que ao seu consumo diz respeito, com apenas 1.5 quilos por ano, valor partilhado pelos portugueses.

Por outro lado, há também que ter em atenção ao facto do chocolate viciar. Segundo investigadores do Instituto de Neurociências de San Diego, o chocolate tem um tipo de lípido que provoca o mesmo efeito que substâncias presentes na marijuana. Tem substâncias causam dependência, como acontece com a cafeína. Contudo, os mesmos investigadores asseguram que para viciar a este nível, uma pessoa teria de comer quilos de chocolate por dia.