A Entidade de #Turismo do Centro tem como objectivo fazer com que os turistas permaneçam durante mais tempo no território constituído por uma centena de municípios, que vão desde o mar à serra. Actualmente a média de permanência é de 1,8 noites por turista. Um número que, na opinião de Pedro Machado, presidente da Entidade, é insuficiente e urge aumentar. Para tal, a região terá de tentar captar turismo.

A Turismo do Centro engloba uma dezena de antigas regiões de turismo, uma centena de municípios e oito comunidades intermunicipais, e ocupa 31 por cento do território continental nacional. Em 2014, registou um aumento de turistas na casa dos 10 por cento, fazendo com que o número de dormidas na região tivesse sido de cerca de 4,2 milhões.

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Números positivos e significativos que fizeram com que a região Centro tivesse o seu melhor ano turístico de sempre, mas que não tiveram o mesmo impacto na taxa de ocupação nas muitas unidades hoteleiras.

Pedro Machado reconhece que a fixação de turistas é uma das maiores dificuldades e uma das grandes preocupações da Entidade a que preside. Até porque 70 por cento dos visitantes à região são nacionais. Aquele responsável destaca que o território dispõe de uma enorme diversidade na oferta turística, abrangendo zonas distintas como as de Castelo Branco, Coimbra, Leiria-Fátima, Tomar, Aveiro e as regiões do Oeste, da Serra da Estrela e do Dão e Lafões (Viseu).

Apesar das muitas ofertas turísticas existentes, Pedro Machado defende a criação de atracções e meios de fixação de turistas, em especial nas zonas mais do interior.

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Até porque no seu entender, o sector turístico poderá contribuir para travar a desertificação daquelas regiões mais distantes.

Durante os dois últimos dias a região foi visitada por um grupo de deputados do PSD que, acompanhados pela Entidade Regional de Turismo do Centro, tiveram oportunidade de visitar alguns projectos em curso, na área do turismo. No alvo da visita esteve o futuro centro de convenções de Coimbra, a zona de Aveiro, onde está em construção uma unidade hoteleira de cinco estrelas com 80 quartos, e a zona de Viseu, designadamente os complexos de Almargem e do Paço dos Condes de Santar. Projectos que representam um investimento global a rondar os 100 milhões de euros.