Michael O'Leary, o polémico conselheiro-delegado da companhia aérea Ryanair, já afirmou por várias vezes o seu desejo de voar para os Estados Unidos e que o preço-base dos bilhetes rondaria as 10 libras (cerca de 14 euros). Perante semelhante proposta, muitos pensaram que este plano era inexequível e que se tratava simplesmente de mais uma provocação do executivo irlandês. No entanto, a realidade é que a Ryanair está hoje mais perto que nunca de oferecer voos transatlânticos aos seus passageiros. O conselho de administração da empresa aprovou os planos para que a companhia aérea low-cost possa voar para destinos de longo curso como Estados Unidos e Ásia, dentro de um plano de crescimento a cinco anos que acaba de ser apresentado.

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Nova Iorque, Boston, Chicago e Miami são alguns dos destinos previstos.

Os planos para concretizar ligação de 14 cidades europeias com os Estados Unidos poderão chegar num prazo de quatro ou cinco anos, segundo anunciou a empresa. O principal desafio da Ryanair para atingir este objectivo passa por conseguir acordos com os grandes fabricantes de aviões - Boeing e Airbus, principalmente - para ter o mais rapidamente possível uma frota capaz de realizar estes percursos de longa distância, uma vez que, com os aviões que tem actualmente ao seu dispor, tal não é possível.

"Os consumidores europeus querem viagens de baixo custo para os Estados Unidos e o mesmo acontece com os Americanos que vêm para a Europa. Vemos isto com um desenvolvimento lógico para o mercado europeu", disse a empresa em comunicado.

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Um porta-voz da companhia aérea irlandesa confirmou que as tarifas para as viagens transatlânticas começarão nas 10 libras (14 euros).

A Norwegian Airlines, uma das low-cost que mais cresceu na Europa nos últimos anos, já faz voos de longa distância para os Estados Unidos. O preço inicial dos bilhetes entre Londres e Nova Iorque é de 149 libras (cerca de 210 euros). A empresa norueguesa utiliza aviões Boeing Dreamliner para realizar esta rota. A rota do Atlântico, actualmente controlada pelas companhias aéreas tradicionais, como a British Airways, é uma das mais rentáveis do mundo, especialmente na classe executiva.

A Ryanair é a maior companhia área de baixo custo na Europa, graças aos seus baixos preços e à densa rede de destinos. No exercício fechado em Março de 2014, transportou 82 milhões de passageiros. #Negócios #Turismo