É o Coachella, um festival épico que se divide durante dois fins de semana e que já arrancou em Indio, Califórnia, com um cartaz que mistura grandes nomes do rock, como AC/DC e Steely Dan, ou bandas recentes como os Bad Suns, e prodígios do rap e da controvérsia como Drake e Azaelia Banks. Apesar da variedade musical e dos seis palcos, o Coachella não apresenta grande diversidade de pessoas. É um festival frequentado por consumidores brancos, jovens, entre o hipster e o cool, e com muito dinheiro. Usam-se flores na cabeça e pinturas douradas na cara; a cada esquina, uma instalação de arte e jogos de luzes transformam aquele pedaço de deserto no mais surreal evento musical a que se pode assistir.

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A grande diferença entre o Coachella e os festivais portugueses, além do transporte do parque de estacionamento para o recinto ficar em 56 euros, é o facto de, por lá, não haver marcas a patrocinar. No Coachella Valley Music and Arts Festival não há stands a oferecer chapéus nem slides patrocinados por bebidas. Tudo se compra, o que torna a coisa menos engraçada. Pelo contrário, o Coachella disponibiliza uma experiência psicadélica a quem o visita, não fossem estar 30 graus em abril e mais poeira do que qualquer festival nacional conseguirá reunir. A moda oficial inclui máscaras para proteger a boca e o nariz.

À entrada do recinto existe uma roda gigante - bem melhor do que as nacionais - e sem fila. O problema: só anda quem não se importa de pagar. O que há de sobra e gratuito é água filtrada e carregadores de telemóvel.

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Ali ao lado, na tenda VIP, há um quem-é-quem de Hollywood, não ficasse Los Angeles a duas horas de caminho. Justin Bieber e Kendall Jenner apareceram de mãos dadas, Kanye West é quase mobília, e Paris Hilton fez uma entrada em grande no primeiro dia. Contudo, apesar de não haver comida vegetariana gourmet à discrição nem brisas de água para acalmar o calor fora da tenda, aquele é um festival em que as condições para a entrada geral são, no mínimo, acima da média, assim como o preço: a pulseira VIP custa 900 dólares, em vez dos 375 da entrada normal. O recinto é grande e completamente plano, o que permite uma visibilidade alargada de qualquer ponto. Ainda assim, é possível ver festivaleiros munidos de walkie-talkies para não se perderem dos amigos.

A primeira parte do icónico festival terminou no domingo, 12 de abril; a segunda decorre de 17 a 19 de abril. Os AC/DC atuaram na primeira noite, 10 de abril, e regressam no dia 17. Para os mesmos dias foram anunciados os Tame Impala, Interpol, Steely Dan, Alesso, Alabama Shakes, Ride - já confirmados para o NOS Primavera Sound, no Porto -, Nero, entre outros.

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Já Jack White, que em 2014 lançou Lazaretto, atuou no dia seguinte, e está de volta a 18 de abril, ao lado de nomes como The Weeknd, alt-J - anunciados também para o Nos Alive -, Belle and Sebastian, Ratatat ou Run The Jewels. A encerrar o festival, a 19 de abril, está o rapper canadiano Drake, que em 2015 dará a conhecer o seu novo trabalho, Views From the 6. No mesmo dia, atuam nomes como Florence and the Machine - que no verão atuará no festival Super Bock Super Rock -, Ryan Adams, David Guetta ou St. Vicent. #Famosos #Música