A orquestra de Câmara da Escola Profissional de #Música de Viana do Castelo, dirigida por Iminas Kucinkas, proporcionou um concerto no passado dia 30 de Maio na igreja da Misericórdia de Viana do Castelo. A orquestra actuou acompanhada por um quinteto de trompetes e pelo organista e cravista Diogo Zão. O concerto serviu para assinalar a comemoração oficial do Dia Nacional das Misericórdias e da sua padroeira Senhora da Misericórdia. A igreja reabriu recentemente após receber obras de restauro, proporcionando todas as condições para acolher o espectáculo.

O conjunto arquitectónico da igreja da Misericórdia e do antigo hospital de Viana do Castelo surgem perfeitamente integrados no centro histórico da cidade, constituindo-se entre os seus principais cartões-de-visita. Decorada ao estilo barroco e maneirista, a igreja, de exterior austero e sóbrio, integra no seu interior um belo conjunto azulejar, pintado em azul sobre fundo branco, com cenas alusivas às obras de misericórdia, que se completa num belo conjunto de altares ao estilo barroco executados em “talha nacional”. Destaca-se ainda o púlpito, o coro alto com órgão de tubos fazendo par com outro em figuração de modo a proporcionar simetria, e um belo enquadramento da ocupação dos espaços. O interior desta igreja foi recentemente alvo de um profundo restauro interior e exterior, devolvendo-lhe o esplendor original. 

Foi neste contexto  que se desenrolou o referido concerto, primeiro com uma obra a solo a órgão de tubos, uma “Toccata em Modo Jónio de Sweelink”, executada por Diogo Zão.

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O quinteto de trompetes, composto por alunos da Escola Profissional, executou “Toccata from L orfeo" de C. Monteverdi e "Our Great Savior" de R. Prichard.

Depois de um intervalo proporcionado pela execução do “tento de Registo Alto de 4º Tom de Bartolomeu Olague" de novo ao órgão, a orquestra executou os 4 andamentos do Concerto Armonci nº 1 em Sol maior de Wassenaer, o concerto para dois violoncelos em Sol menor, com Rodrigo Brito e Pedro Meixedo a Solo, a sinfonia em Si menor de Bach. O espectáculo finalizou com o concerto para oboé em Ré menor de Alexandro Marccello, do qual Paulo Areias foi o solista.