Não é de hoje a boa fama do Porto, desde sempre tido como burgo onde se recebe bem e come melhor. Nos últimos anos, muito virado para o turismo que o espírito alegre e fanfarrão dos nortenhos mais cativa, o Porto tem-se renovado e enchido não apenas de gente curiosa proveniente do mundo inteiro, mas de espaços de referência que marcam com diferença os dias (e, particularmente, as noites). Não obstante ser a zona junto à Torre dos Clérigos a que mais sofre de 'enchente', mormente ao fim-de-semana onde não se janta sem reserva de mesa, a euforia espalha-se até à Ribeira e Cais de Gaia, via rua das Flores (e vizinhança), desaguando na Foz.

Esperando não ferir suscetibilidades porque não faltam restaurantes merecedores de destaque e a todos não podemos chegar, começamos pelo Solar Moinho de Vento, no largo Moinho de Vento que lhe dá o nome (junto à praça Carlos Alberto), com gastronomia tradicional do norte de Portugal, onde cantou Amália Rodrigues.

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De costas para este restaurante, seguindo à esquerda até à rua da Conceição, temos o Flow instalado no edifício neoárabe da antiga fábrica de cerâmica, com pátio estilo marroquino. Apura sabores mediterrânicos e sushi.

Voltando ao Solar Moinho de Vento, seguindo na direção contrária para o hospital de Santo António, recomendamos o restaurante típico A Tasquinha na rua do Carmo. Retornando ao primeiro restaurante focado, descendo para a rua Galeria de Paris, distinguimos a Taberna Galeria de Paris com tapas e petiscos. Na rua de baixo (Cândido dos Reis), não podemos esquecer o Tapas na Boca, caseiro e acolhedor; o Size, no topo dos armazéns Marques Soares, também enraizado na cultura gastronómica tradicional portuguesa; e o 3C, um restaurante cool com cozinha mediterrânica e tradicional portuguesa, recriada pelo chef Paulo Marques, que depois da meia noite se transforma em bar.

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Mais abaixo, na rua de Aviz, o Book, que funcionou durante décadas como livraria Avis, prima pela cozinha mediterrânica e decoração invulgar com estante cheia de livros.

Descendo para a rua das Flores que finda no largo de São Domingos, temos no dito largo o LSD com cozinha internacional da responsabilidade do chef João Lameiras e, o Traça, antiga drogaria e papelaria onde hoje se come caça. No Palácio das Artes, em frente, o DOC do chef Rui Paula é uma referência gastronómica na cidade. Do outro lado da rua, na Mouzinho da Silveira, recomendamos o Cantinho do Avillez do chef José Avillez que se inspira na cozinha portuguesa com influência de viagens. Na Ribeira, há o restaurante típico Chez Lapin. A caminho da Foz, junto à ponte da Arrábida, recomendamos a Casa d'Oro de comida italiana, com traço do engenheiro Edgar Cardoso e vista soberba sobre o rio. Mais à frente, encontramos a Casa de Pasto da Palmeira, instalada numa antiga tasca da Cantareira. Espécie de bistrô à portuguesa com petiscos regionais. Já na Foz, entre o jardim do Passeio Alegre e os faróis, o Oporto Café.

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Este último, pertence ao Oporto, no largo da Igreja da Foz, um projeto de recuperação do arquiteto Pedro Guimarães e decoração de Fernando Marques de Oliveira. O seu chef, Alberto Jesus, aposta na cozinha portuguesa.

Por fim, na avenida da Boavista, recomendamos ainda o vegetariano Em Carne Viva que apresenta uma reinterpretação de pratos inspirados na cozinha tradicional portuguesa; o 'japonês' Góshò com cozinha oriental e de fusão pelo chef Paulo Morais com Manuel Moreira de Sommelier; e o indiano Mendi de excelente qualidade, junto ao Hotel Tiara. Sem dúvida, em qualquer um destes espaços, peca-se pela boca! (E grandemente.) #Turismo #Curiosidades