É uma capital de traços arquitetónicos muito semelhantes. Falo do geral, do habitacional. É lógico que numa capital europeia – como é o caso de #riga – os cenários divergem e tudo o que referi na primeira fase é muito discutível.  Seja como for, a cidade que conheci em 2009, quase 20 anos depois da independência da #letónia, transportava ainda em si grande parte da herança soviética. No desenho dos prédios, das ruas, das avenidas. Até no vestuário – chegamos a Riga e pensamos entrar num filme soviético, em que a imagem nos penetra a mente e nos diz: “sim, isto é mesmo assim”.

Não será a margem ribeirinha mais apelativa do mundo, mas há espaço para boas caminhadas ao longo do rio Duína Ocidental.

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O Daugava, como lá é apelidado. Longas caminhadas terminadas de boa cerveja “Altaris” na mão. Mas voltemos à arquitetura: uma das principais ruas da cidade é a rua Alberta. Museus e faculdade dão colorido a uma zona onde a “Art Nouveau” dita as suas regras. Saindo do edificado, e passando por uma impressionante rua das Embaixadas, encontramos um parque verde de nome imperceptível: o Bastejkalns Park, uma espécie de pulmão da cidade.

Sigulda

E essa parece ser a chave. Ver o cinzento e observar o verde. O Bastejklans dá o mote para sairmos da capital e descobrirmos um local emblemático: falo de Sigulda. É lá que pode ser visitado o famoso Castelo e ainda a maior caverna de toda a zona Báltica – a caverna Gutmanis. É aqui que o frio se faz sentir com maior vigor. E o frio tem de ser combatido.

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O frio é combatido através de vestuário reforçado e propensão a caminhadas.

Fora da capital, as longas caminhadas são acompanhadas, também, por robustos blocos de neve. Por esqui improvisado em pistas que brotam da terra como se fossem pinheiros. Por falar nisso, há muitos pinheiros por toda a Letónia. Há alces, também. E raposas. Há uma floresta que se move e que se interrompe nas pistas de bobsleigh.

Em Sigulda, vale a pena desfrutar de uma experiência única na “Sigulda Bobsleigh e Luge Track”. A pista permite o acesso a profissionais e a amadores. Envolvida pelas paisagens do rio Gauja, a descida fica no rol das melhores experiências de viagem. Uma viagem onde se gastaram muitos “lats”, a antiga moeda da Letónia. Agora é o euro. Mas, pelos vistos, os letões estão habituados a trocar de moeda. O euro é a sétima moeda que circula no país de Verpakovskis – o CR7 lá do sítio – desde o século XX! #Viagens