Uma mulher de cerca de 70 anos morreu este domingo, 15 de Março, quando o automóvel que conduzia foi abalroado por uma composição ferroviária na Linha do Oeste, em Leiria. A condutora seguia sozinha e foi a única vítima do acidente. A colisão ocorreu às 17 horas numa passagem de nível automatizada com meias barreiras, próximo da estação ferroviária de Leiria. O automóvel foi colhido pelo comboio inter-regional proveniente das Caldas da Rainha com destino a Coimbra.

O acidente obrigou à paragem de circulação ferroviária naquela linha durante algumas horas, para que os bombeiros e as autoridades resolvessem a situação. No local estiveram 22 bombeiros das corporações dos Bombeiros Municipais e Voluntários de Leiria, bem como uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Este é mais um dos muitos acidentes que têm ocorrido na Linha do Oeste, designadamente na região de Leiria. Aquela via integra a rede ferroviária portuguesa e situa-se entre a Figueira da Foz e o Cacém, atravessando todo o litoral Oeste, fazendo também ligação a Coimbra (a Norte) e a Lisboa (a Sul). Ao longo dos anos a Linha do Oeste foi perdendo passageiros e, assim, registou uma diminuição significativa do número de composições que por ali circulam. Houve mesmo a intenção da CP encerrar algumas estações a Norte das Caldas da Rainha. Uma decisão que foi de imediato contestada por parte das câmaras municipais e algumas entidades regionais.

Na sua dissertação para obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Pedro Couto Pereira enaltece as potencialidades daquela linha ferroviária que "poderia servir parcialmente de alternativa à congestionada Linha do Norte" uma vez que a Linha do Oeste atravessa "uma das zonas mais populosas do país", o litoral Oeste com ligação entre "duas das mais importantes cidades nacionais Lisboa a Coimbra". Por outro lado, considera que a linha apresenta um "enorme potencial de desenvolvimento", daí que frise na sua dissertação que se trata do "aproveitamento de um recurso que já existe, não tem de ser construído de raiz".