A mulher que na noite desta terça-feira, 28 de Julho, conduziu em contramão na Auto-Estrada do Norte (A1) provocando um acidente do qual resultou um morto, apresentava uma taxa de alcoolemia de 1.6 gramas por litro de sangue. O tribunal imputou-lhe os crimes de homicídio por negligência e condução em estado de embriaguez. A condutora ficou com Termo de Identidade e Residência (TIR) e o juiz de instrução criminal suspendeu-lhe a actividade de condução com apreensão da carta de condução, exigindo-lhe ainda a prestação de uma caução no valor de 7.500 euros. Veronique Gomes reside em França e está a passar um período de férias em casa de familiares na região de Leiria.

A condutora, de 39 anos, foi detida pelas autoridades poucas horas após o acidente que provocou, ao conduzir em contramão, ocorrido poucos minutos antes da meia-noite de terça-feira, 28 de Julho, ao Km 134,1 da Auto-Estrada do Norte (A1), na zona de Leiria. Deste acidente resultou a morte do condutor de um outro veículo, um homem de 42 anos de idade, pai de duas filhas menores de idade e residente na região de Lisboa. A mulher, que sofreu ferimentos ligeiros, foi transportada ao Hospital de Santo André (Leiria) de onde saiu pouco depois. À sua espera tinha militares da GNR que a detiveram e em cujas instalações passou o resto da noite.

Na manhã de ontem, quarta-feira, foi presente ao juiz de instrução criminal do Tribunal de Leiria, onde permaneceu durante todo o dia. As medidas de coação que lhe foram aplicadas só acabaram por ser tornadas públicas ao início da noite. Veronique Gomes deverá ser julgada pela prática de um crime de homicídio por negligência e por conduzir em estado de embriaguez. Até à decisão final do tribunal, fica inibida de conduzir qualquer veículo, tendo-lhe o tribunal apreendido a respectiva carta de condução. Uma vez que tem residência em França, terá de, no prazo de 10 dias, prestar uma caução no valor de 7.500 euros.

Veronique Gomes, que conduzia um automóvel ligeiro de passageiros, propriedade da sua mãe, natural da freguesia do Louriçal, concelho de Pombal, entrou na A1 de forma normal. Contudo, por razões que ainda não foram apuradas, já que, segundo tudo indica, não prestou declarações ao juiz no primeiro interrogatório, inverteu o sentido de marcha, passando a circular em contramão. As autoridades foram alertadas para esse facto, mas cerca de três minutos depois um novo alerta dava conta de um choque frontal. O outro condutor, Paulo Almeida, pai de dois filhos menores de idade, viajava com destino a sua casa, na zona da Costa da Caparica, concelho de Almada. Ficou encarcerado nos destroços do automóvel onde seguia. Quando os bombeiros de Pombal chegaram ao local encontraram-no em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação, os socorristas não conseguiram reverter o estado. O óbito acabaria por ser decretado no local pelo médico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). #Justiça #Acidente Rodoviário