No passado sábado, dia 1 de agosto, um homem de 62 anos, praticante de “geocaching”, uma espécie de caça ao tesouro dos tempos modernos, foi dado como desaparecido depois de ter ido em busca de uma “caixa” e nunca mais ter regressado. O seu corpo foi encontrado esta segunda-feira, 3 de agosto, por volta das 13h30, a 50 metros da sua própria viatura, conforme avançou uma fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) à Agência Lusa. A #Tragédia ocorreu nas serras de  Aire e Candeeiros, distrito de Leiria, num local de difícil acesso e “escondido pela vegetação”, segundo declarou Hugo Carneiro, comandante da GNR das Caldas da Rainha. As causas desta morte são ainda desconhecidas e serão investigadas.

O cadáver do homem desaparecido nas serras de Aire e Candeeiros foi hoje encontrado a cerca de 3 quilómetros do IC2, no concelho de Alcobaça, numa zona de acesso complicado e repleta de vegetação. Recorde-se que o alerta de desaparecimento havia já sido dado sábado à tarde pela mulher do “geocacher” que estranhou a demora do marido que tinha ido em busca de uma “cache”, termo utilizado nesta modalidade para designar “caixa”. Ainda não se sabe como é que o homem de 62 anos terá morrido, mas Hugo Carneiro garante que o caso será investigado e o corpo vai ser transportado para o Instituto de Medicina Legal de Leiria.

Pedro Santos, um praticante da modalidade, em conversa com a Agência Lusa, alertou para os perigos e cuidados a ter, destacando que nunca se deve ir sozinho em busca de uma “cache” em locais perigosos e de difícil acesso. A segurança é algo muito importante quando caminhamos numa serra ou em qualquer outro sítio isolado e de risco. O jovem de 35 anos, praticante desta modalidade desde 2008 e administrador do Geopt.org, considera que na origem desta tragédia está uma “má decisão” e alerta para que os praticantes tomem os devidos cuidados antes de partirem para uma aventura.

O “geocaching” é uma modalidade que consiste na busca de tesouros. Este desporto possui um site, que nos dá as coordenadas do local através de um sistema de navegação por satélite, e onde as pessoas podem marcar as caixas que já encontraram. É a chamada “caça ao tesouro moderna”, uma vez que abdica de mapas e utiliza GPS. É praticada em todo o mundo e as “caches” podem ser encontradas quer na praia, na serra ou até mesmo na própria cidade.