Apesar do anúncio do lançamento do concurso para a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas, em Amor, a população continua desconfiada e descrente com todo o processo. Primeiro, os moradores mostraram-se contra a escolha de Amor como destino da mesma. Agora, afirmam que a causa dos maus cheiros tem outras razões que não apenas as descargas na Ribeira dos Milagres. E prometem não baixar os braços.

Depois de um processo bastante turbulento, e que na altura da escolha da Freguesia de Amor para a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas, Leiria Norte, levou a muita contestação na rua por parte da população, a construção da ETES vai mesmo avançar.  

Esta semana, o Diário de Leiria noticiou o lançamento do concurso internacional para a construção da ETES, com David Neves, o Presidente da Recilis, a afirmar à Agência Lusa, que “este é um passo de extrema importância que vai permitir encontrar uma solução técnica sustentável para o tratamento de efluentes de todo o sector agropecuário da bacia hidrográfica do Lis, em particular das suiniculturas, dos concelhos de Porto de Mós, Leiria, Batalha, Marinha Grande e Pombal, isto numa obra estimada para um valor global acima dos 20 milhões de euros". Ainda assim, a população continua desconfiada e afirma que por si só esta medida não resolve nada. 

É que para além das descargas na Ribeira dos Milagres, as populações queixam-se que o problema dos maus cheiros não advém só daí, e apontam o dedo às descargas de esgotos domésticos em terrenos agrícolas. Segundo os moradores da Freguesia de Amor, um dos locais mais atingidos com os maus cheiros, e com o saneamento ainda não completo em toda a freguesia, muitos populares ainda recorrem aos artesanais esgotos, que depois de cheios têm que ser esvaziados.

O problema reside mesmo aí. É que ao esvaziar estes esgotos, os mesmos deveriam ser colocados numa estação de tratamento, mas tal processo aumentaria os custos da operação, pelo que, quer alguns moradores, quer os empresários do ramo, fogem a esse processo, acabando por despejar os mesmos nos campos agrícolas, com o consequente mau cheiro e um aumento exponencial de moscas em toda a zona.

Esta situação tem revoltado imenso a população, que já por várias vezes chamou a GNR, mas não tendo resultado daí qualquer consequência. A população teima em não conseguir entender toda esta situação, pelo que cada vez se mostra mais descrente que a futura ETES resolva alguma coisa. #Vida Saudável #Obras Públicas