Depois de muitas trocas de acusações de parte a parte, o acordo firmado pelo PS e pelo PCP após as #Eleições Autárquicas na Marinha Grande, chegou ao fim. O que em teoria era uma boa solução, nunca o foi. Hoje, 18 de Agosto, os vereadores do PCP abandonaram a coligação, afirmando "não querer dar suporte à gestão do PS". Resta saber o que fará agora o PS.

Nunca foi um acordo pacífico e desde sempre foi visto com alguma desconfiança, mas o acordo celebrado pelo PS e pelo PCP após as eleições autárquicas de 2013, parecia ser uma solução sensata e que permitiria levar a bom porto a governação da Câmara Municipal da Marinha Grande. Na altura, o PS foi a força política mais votada, mas, tal como o PCP, apenas conseguiu eleger dois vereadores, sendo que os restantes três vereadores pertenciam a dois movimentos independentes e ao PSD.

Assim, e após algum tempo de incerteza, o PS e o PCP firmaram um acordo que na teoria permitiria o bom governo da Câmara, com os vereadores do PCP Alexandra Denguncho e Vítor Pereira a assumirem pelouros na Câmara liderada pelo socialista Álvaro Pereira. No entanto, o que na teoria poderia ser um exemplo da democracia a funcionar, na realidade, poucas vezes funcionou, e a troca de acusações de parte a parte sobre a governação foi sempre uma constante.

Já em Janeiro deste ano, e após uma acesa troca de comunicados entre os dois partidos, consequência da iniciativa de Alexandra Denguncho e Vítor Pereira terem pedido uma fiscalização ao Ministério Público para investigar o processo de adjudicação das obras de requalificação da "Fábrica da resinagem", a coligação mostrou algumas fragilidades, com a ruptura a confirmar-se hoje, 18 de Agosto.

Segundo o Jornal da Marinha, os vereadores do PCP apontam para a não concordância com o encerramento das escolas básicas de Picassinos, Amieira, Pilado, Albergaria, Pedrulheira, Garcia, para dar lugar a construção de um Centro educativo, como o motivo para esta ruptura. Em comunicado, os vereadores eleitos pelo PCP "assumem que não darão suporte à gestão do PS", pelo que agora se espera a decisão do PS e se estes manterão ou não os seus vereadores eleitos na governação da Câmara.