A estabilidade tarda em voltar à Câmara Municipal da Marinha Grande. Há cerca de um mês, os vereadores eleitos pela CDU abandonaram a coligação com o PS. Agora é a vez de Álvaro Pereira colocar baixa por razões pessoais. Paulo Vicente é o novo "homem forte" da autarquia.

A turbulência continua a marcar os dias na gestão da Câmara Municipal da Marinha Grande. Há menos de um mês os vereadores eleitos pela CDU, Vítor Pereira e Alexandra Denguncho, puseram fim à coligação que governava a Câmara Municipal desde as eleições autárquicas de 2013, iniciando-se aí uma troca de acusações entre os dois partidos que terá levado à ruptura da coligação. 

Após esse episódio, Álvaro Pereira emitiu um comunicado, onde criticava a postura da CDU e reafirmava a sua intenção de levar o mandato até ao fim, prometendo iniciar imediatamente contactos com os vereadores independentes, de forma a encontrar uma maioria que lhe permitisse o bom governo da edilidade até às próximas #Eleições Autárquicas. Apesar disso, e depois de algumas conversas entre os vários intervenientes, daí não resultou qualquer solução, sendo que Álvaro Pereira, juntamente com Paulo Vicente,  se viram "obrigados" a assumir todos os pelouros, numa solução que foi vista com muita desconfiança por parte de toda a oposição. 

E agora, quando tudo parecia querer voltar à normalidade, é a vez de Álvaro Pereira meter baixa médica pelo período de um mês, alegadamente devido à muita pressão a que tem sido sujeito nestes últimos tempos. Com a saída de cena do presidente, Paulo Vicente passa a assumir o papel central na autarquia, sendo que Cidália Ferreira assume um lugar na vereação.

Após mais este episódio, e não tendo o PS maioria na Câmara, nem tendo conseguido para já chegar a qualquer acordo com os vereadores eleitos dos dois movimentos independentes, adivinham-se tempos de grande incerteza na gestão autárquica da Marinha Grande, sendo cada vez mais as vozes a acharem que a melhor solução seria mesmo eleições antecipadas, de forma a legitimar em pleno um novo elenco autárquico, situação que o PS pretende evitar.