O agressor abordou a vítima à saída do trabalho, num lar no Bombarral, Leiria, e esfaqueou-a. Depois meteu o corpo na mala do carro e dirigiu-se à Polícia de Segurança Pública, segundo avança o Jornal de Notícias online. O #Crime terá ocorrido já depois da meia-noite desta sexta-feira, dia 18, à saída do lar onde a mulher trabalhava, o Lar Família Nossa Senhora da Esperança, no concelho de Bombarral.

O casal já não estava junto desde junho deste ano, avança a mesma fonte, e o homem, de 54 anos de idade, esperou que a mulher, de 52 anos, terminasse o trabalho para cometer o homicídio. Depois de matar a mulher, colocou-a dentro da mala do seu automóvel e rumou à esquadra da Polícia de Segurança Pública das Caldas da Rainha. Aí entregou-se às autoridades.

Ainda no local, a polícia chamou os Bombeiros para tentar salvar a vida à mulher, mas esta chegou ao hospital já cadáver. O Jornal de Notícias adianta ainda que este não foi o primeiro caso de #Violência doméstica entre aquele casal. O homem está detido e sob alçada da Polícia Judiciária.

Cada vez mais surgem notícias de casos de violência entre casais, muitos dos quais acabam com a morte de um dos elementos do casal. Só este ano já se registaram casos por todo o país, chocando as populações. A violência doméstica é um crime público e qualquer pessoa pode e deve denunciar.

Os apelos das autoridades e as campanhas para denunciar estas situações não param de aumentar, mas o medo de represálias e o facto de as pessoas não quererem interferir com as vidas das outras ainda trava muitas pessoas de denunciarem casos às autoridades.

A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) alerta para o “ciclo de violência doméstica”, explicando as três fases: aumento de tensão (tensões acumuladas no dia-a-dia, injúrias e ameaças do agressor criam sensação de perigo na vítima); ataque violento (o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima), e lua-de-mel (agressor envolve a vítima de carinho e atenções, desculpando-se).

Segundo a APAV, este é um ciclo que se caracteriza pela continuidade no tempo, repetindo-se durante meses ou anos. Podem surgir cada vez menos situações de tensão e apaziguamento e mais situações de ataques violentos. No limite, estas situações podem culminar com o homicídio. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima chama assim a atenção para a importância de denunciar precocemente situações do género. A APAV define ainda os tipos de violência: emocional, social, física, sexual, financeira e perseguição.