Após um investimento de 2,8 milhões de euros e de 98 anos de espera, a cidade de Leiria inaugurou neste domingo, 15 de Novembro, o seu museu. Um espaço que testemunha milhares de séculos da #História do concelho. “É mais do que um museu e mais do que um espaço cultural”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Raul Castro, na cerimónia de inauguração. Uma sessão presidida pela presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, que considerou aquele equipamento como “um projecto do país”.

O Museu de Leiria foi criado em 1917, mas só agora, 98 anos depois, foi concretizado. Instalado no Convento de Santo Agostinho, monumento construído no século XVI e que foi alvo de obras de reabilitação, o espólio do espaço é constituído por várias reservas e colecções, alusivas à arqueologia, arte sacra, pintura contemporânea, e arte africana, entre outras. Elementos que, organizados cronologicamente, dão a conhecer a história daquela cidade da região Centro. O espaço está equipado, igualmente, com um laboratório para conservação e restauro, para além de um centro de documentação e um núcleo de investigação.

O Museu de Leiria testemunha, não só a vida da cidade a partir da construção do castelo, mas também a romana “Collipo”, com destaque ainda para o pinhal de Leiria e inúmeras relíquias arqueológicas, realçando os fósseis de mamíferos com 150 milhões encontrados na Guimarota, bem como o fóssil do Menino do Lapedo, que remonta ao Paleolítico Superior Inicial, um achado considerado importante para a compreensão da evolução da vida humana.

Para além de dispor de guiões em Braille, aquele espaço passou a ser o primeiro museu do país a colocar à disposição do público visitante um guião em sistema pictográfico, o que permitirá que o museu chegue a todos, “evitando a exclusão em áreas que vão desde a iliteracia até ao espectro do autismo”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Raul Castro.

A importância da abertura do Museu de Leiria foi enaltecida por Ana Abrunhosa. A presidente da CCDRC considera que se trata de um “espaço de vivência da cidade e da região”, ou seja, “um espaço de cultura”, sendo a cultura um dos aspectos que distingue o desenvolvimento dos povos. #Turismo