Estão a decorrer no Tribunal de Leiria as alegações finais do julgamento do arguido do caso do assassinato de Raul João Oliveira, ex-jogador da UD Leiria, e que com 47 anos, foi assassinado em Leiria. Natural de Angola, a vítima trabalhava como porteiro de bares e discotecas na zona de Leiria, e na altura do crime, encontrava-se num conhecido café da zona de São Romão, em Leiria, quando o arguido chegou, acompanhado de mais três pessoas e após uma troca de palavras, baleou mortalmente Raul João Oliveira. A vítima ainda foi socorrida, e transportada para o Hospital Distrital de Leiria, mas acabaria por falecer.

O arguido colocou-se em fuga, mas foi prontamente identificado por testemunhas, que relacionaram o sucedido com negócios da droga e da noite. Apesar da fuga, Rafa foi detido cinco dias depois, já em Madrid, no Aeroporto Internacional de Barajas, onde se preparava para embarcar para o Rio de Janeiro, tendo depois sido colocado no estabelecimento prisional de Caxias. Agora, e segundo o jornal Diário de Leiria, nas alegações finais do julgamento, o magistrado do Ministério Público pediu a condenação do arguido a uma pena nunca inferior a 22 anos, por considerar que no julgamento ficou provado que o arguido disparou cinco tiros sobre a vítima, dois deles quando Raul João já estava indefeso no chão.

Para o magistrado, o facto de Raul João estar armado não pode nunca servir de atenuante. Também o facto de o arguido ter fugido do local do crime deve, na óptica do magistrado do Ministério Público, ser tido em conta. Já Mapril Fernandes, advogado de defesa, optou por pedir uma pena adequada aos factos, apesar de a acção do seu constituinte ter sido errada. Em sentido contrário, o advogado defende que não deve haver lugar a nenhuma indemnização civil aos familiares da vítima, apelidando mesmo esta de "escândalo". No final da sessão, o arguido aproveitou para fazer a sua defesa e optou por dizer que se a intenção fosse a de matar, certamente não se teria feito acompanhar por mais três pessoas. #Futebol #Violência