Um proprietário de uma oficina de reparação de estofos foi detido pela #Polícia Judiciária por suspeita de homicídio qualificado, na forma tentada, sobre a sua empregada, uma jovem de 20 anos. O empresário, de 63 anos, participou às autoridades um assalto à mão-armada à oficina, durante o qual o presumível assaltante teria disparado um tiro sobre a rapariga. Contudo, em poucas horas os inspectores concluíram que tudo não passou de uma encenação, detendo o empresário.

Instalado na localidade do Tinto, junto ao Itinerário Complementar nº 2 (IC2), no concelho de Pombal, o estofador contratou há cerca de dois meses uma rapariga de 20 anos como sua empregada. No entanto, o empresário, casado e residente no concelho vizinho de Soure, vivia obcecado pela jovem, assediando-a sexualmente, apesar da negação por parte da funcionária. Na passada terça-feira, 13 de Setembro, a jovem resolveu pôr termo àquela situação e terá decidido bater com a porta, comunicando ao patrão o seu despedimento.

Porém, não aceitando a decisão por parte da rapariga, por quem andava obcecado, e numa ambiência de discussão, o homem foi buscar uma espingarda e acabou por a disparar sobre a empregada, atingindo-a, com grande gravidade, na perna esquerda. Perante a fúria do patrão e prevendo que o patrão voltaria a disparar a arma, a jovem conseguiu convencê-lo a parar, combinando que teriam sido vítimas de um assalto à mão-armada. Uma versão que acabaram por relatar, tanto aos bombeiros que socorreram a vítima, transportando-a para os Hospitais da Universidade de Coimbra, bem como aos militares da Guarda Nacional Republicana que tomaram conta da ocorrência.

Uma vez que o alegado roubo envolveu uma arma de fogo, a investigação foi entregue à Directoria do Centro da Polícia Judiciária. Na tarde do mesmo dia, quando foi interrogada pelos inspectores, ainda no hospital, a jovem acabaria por desvendar a encenação e contar o que, realmente, terá acontecido. O patrão viria a ser detido pouco tempo depois. Ontem à tarde (quinta-feira) o suspeito foi entregue ao tribunal para primeiro interrogatório judicial, tendo sido decretada como medida de coação a obrigatoriedade de se apresentar às autoridades, e a proibição de contactar a vítima ou seus familiares, bem como de frequentar a zona de residência da mesma. #Crime