Nem o facto de estar preso impediu um homem, de 30 anos, de continuar a praticar o #Crime. A partir do interior do estabelecimento prisional, o detido contactava por telemóvel pessoas extorquindo-lhes quantias em dinheiro. Uma actividade ilícita que terá lesado um número elevado de vítimas. O esquema foi desmontado pela Polícia Judiciária que deteve três suspeitos, com idades entre os 25 e os 55 anos, indiciados pela prática de vários crimes, como corrupção, burla e extorsão.

De acordo com informação comunicada nesta terça-feira, 8 de Outubro, pela Polícia Judiciária, os três detidos são duas mulheres, sem emprego conhecido, e um homem, chefe do Corpo da Guarda Prisional.

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A investigação, a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, coordenado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, e que contou com a colaboração da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, culminou com a realização de 13 buscas domiciliárias e a execução de três mandados de detenção. Para além da detenção daqueles três suspeitos, foram constituídos mais 10 arguidos, entre os quais um Guarda Prisional Principal. Os inspectores da polícia criminal estão convictos que se trata de cúmplices ou co-autores daquela actividade criminosa.

Ainda segundo a Polícia Judiciária, o homem de 30 anos que está, desde Setembro de 2015, preso no Estabelecimento Prisional de Leiria, utilizava telemóveis com acesso à internet, que lhe foram entregues de forma clandestina, para contactar as vítimas informando-as que estavam em falta com alegadas obrigações, pela prática de presumíveis actos ilícitos, de vária natureza.

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Através do telefonema, conseguia convencer aqueles contactos a regularizar a referida situação em falta, mediante o depósito de determinadas quantias em dinheiro nas contas bancárias que lhes indicava, pertencentes a pessoas da sua total confiança.

A polícia criminal concluiu que o chefe do Corpo da Guarda Prisional e as duas mulheres estavam envolvidos com o recluso, permitindo a consumação dos vários crimes que lhes permitiu um enriquecimento ilegítimo, através daquele esquema de burla qualificada e extorsão. Os detidos serão agora levados perante o juiz de instrução criminal para aplicação das respectivas medidas de coação, sendo a prisão preventiva a mais gravosa.  #Justiça