Um carteiro do centro de distribuição da Marinha Grande dos #CTT terá desviado centenas de cartas para uma garagem e apenas um acaso permitiu à PSP local descobrir o que se estava a passar. A descoberta resultou no despedimento imediato do funcionário, tendo-lhe sido igualmente instaurado um processo por parte das autoridades competentes.

O que era para ser uma vistoria normal, por parte da PSP, a uma garagem na Marinha Grande, no seguimento de um assalto, veio a revelar-se muito mais do que isso. As autoridades descobriram que na garagem existiam centenas de cartas que tinham sido retiradas do seu circuito normal de distribuição.

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Após algumas investigações, foi possível determinar que as mesmas tinham sido desviadas por um jovem carteiro da Marinha Grande, que prestava serviço na empresa desde o final do ano de 2016. Entre o período de Dezembro e Janeiro, o jovem terá desviado as cartas para uma garagem que nem lhe pertencia. A proprietária da mesma ficou surpresa com toda esta situação e negou ter qualquer envolvimento na mesma.

Ao ter conhecimento do que se passava, os CTT despediram imediatamente o funcionário, tendo sido iniciadas diligências de forma a averiguar toda a situação e determinar se existem ou não clientes lesados.

Carteiros desviam correspondência para roubar dinheiro

Esta não é, infelizmente, uma situação nova e já se repetiu em outras partes do país, algumas delas até com mais gravidade. Em 2013, em Rio Tinto, Gondomar, um carteiro, de 47 anos, foi acusado de desviar cartões e códigos de multibanco, tendo depois procedido ao levantamento de enormes quantias de dinheiro, num total que se estima em cerca de 44 mil euros.

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No final de 2016, em Viseu, um carteiro, de 58 anos, foi condenado a dois anos e dois meses de pena suspensa, após ter ficado provado que desviava dinheiro do interior das correspondências, a maioria delas, proveniente do estrangeiro. Após a desconfiança inicial, os responsáveis do centro de distribuição, em conjunto com as autoridades, montaram uma armadilha ao funcionário dos CTT, conseguindo assim confirmar que era ele o responsável pela violação e roubos sucessivos na correspondência. #Justiça #Crime