É considerada por alguns uma ajuda essencial para que o território do Norte do distrito de Leiria renasça após o incêndio mortífero de 17 de Junho. O Grupo Lusiaves, sediado em Leiria, está a recrutar 80 trabalhadores daquela zona, garantindo-lhes transporte diário. Mas, por outro lado, já manifestou a sua intenção em construir três unidades de produção de frangos, uma em cada um dos concelhos afectados: Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande. Um investimento estimado em 60 milhões e que criará três centenas de postos de trabalho na região.

Foi o próprio fundador e CEO do Grupo Lusiaves, Avelino Gaspar, que fez questão de se deslocar nesta sexta-feira, 30 de Junho, a Castanheira de Pera para anunciar as boas novas.

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O empresário, que há algum tempo foi distinguido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, com a Comenda de Mérito Industrial, participou num encontro com pessoas desempregadas, ou que perderam os seus empregos, na sequência do trágico #Incêndio de 17 de Junho, e que provocou 64 vítimas mortais e mais de duas centenas de feridos.

Se numa fase inicial, aquele grupo empresarial abriu 50 vagas para #Emprego para aquelas gentes, agora aumentou para 80 as ofertas de emprego. Segundo o presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusiaves, já foram contratadas 15 pessoas e espera que mais o sejam durante as próximas semanas. O destino dos trabalhadores será a unidade industrial da Marinha das Ondas (na zona Sul do concelho da Figueira da Foz) a mais de 60 quilómetros de distância. No entanto, a empresa, que integra actualmente cerca de 3.200 trabalhadores, garante transporte diário, aos futuros empregados de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, através de um autocarro alugado.

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Todos os contratos garantidos serão por tempo indeterminado e as funções dependerão das experiências de cada um dos novos trabalhadores.

Contudo, a intenção é que, numa segunda fase, aqueles trabalhadores regressem às suas terras. É que Avelino Gaspar anunciou o interesse do Grupo em construir uma unidade de produção de frangos em cada um daqueles concelhos, num investimento global de cerca de 60 milhões de euros, criando, dessa forma, cerca de 300 empregos. Para o efeito, o empresário conta com o apoio das três câmaras municipais envolvidas, acreditando que o mesmo aconteça independente dos resultados eleitorais que se venham a verificar nas Autárquicas de 1 de Outubro. Para já, os actuais autarcas estão empenhados em viabilizar aqueles investimentos nos seus concelhos, que foram fortemente afectados com o incêndio. #Economia