Esta sexta-feira, na Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria, um homem com 58 anos de idade morreu vítima de #Afogamento. O homem mergulhou apesar da bandeira vermelha se encontrar hasteada, segundo informações do comandante Gomes Agostinho, da Capitania da Nazaré. Gomes Agostinho informou que o homem foi retirado do mar ainda com vida, no entanto já se encontrava em paragem cardíaca.

O Ministério Público está encarregue de apurar os factos em torno do caso, bem como determinar se terão existido outros comportamentos que possam ter levado à morte do indivíduo.

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O homem, emigrante no Canadá, era oriundo dos arredores de Leiria e encontrava-se na praia com a esposa e amigos vindos desse país americano, segundo o site do Jornal de Notícias.

Outros casos de afogamento

No passado dia 2 de agosto, um rapaz de 16 anos de idade, a viver na Figueira da Foz, afogou-se na praia fluvial da Ereira, distrito de Coimbra. Saltou de uma prancha a uma altura de 2 metros, sendo posteriormente resgatado da água morto.

O início da época balnear de 2017 também foi marcado por várias mortes por afogamento em praias não vigiadas, nomeadamente na Nazaré e na Costa da Caparica. Na Nazaré foi um casal de idosos, 75 e 76 anos e nacionalidade espanhola, que passeava pela beira-mar num período de rebentação muito forte, tendo sido arrastados por uma onda. Foi acionado o alerta ao início da tarde, enviado um helicóptero e outros meios de salvamento, mas já não foi possível retirar o casal da água com vida.

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Já na Costa da Caparica foi um indivíduo de 32 anos de idade que, ao tentar salvar um casal ferido, morreu afogado. O indivíduo foi ainda retirado do mar com vida, mas em paragem cardíaca. Veio a falecer no hospital apesar das manobras de reanimação do #INEM.

Segundo o comandante Pedro Coelho Dias, essas praias onde ocorreram as mortes por afogamento estavam ainda sem vigilância. De 1 de janeiro a 1 e maio de 2017, já morreram 36 pessoas vítimas de afogamento. De acordo com o observatório da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, metade dos afogamentos ocorre no mar e a outra metade em poços, piscinas, valas, rios e marinas. Cerca de 21% das vítimas são de nacionalidade estrangeira.

Em 2016, durante a época balnear, 11 pessoas perderam a vida, vítimas de afogamento. As condições climatéricas altamente favoráveis, numa das Primaveras mais quentes e secas de que há memória recente, terão contribuído para um afluxo de pessoas às praias, o que, numa época do ano ainda sem vigilância, multiplica as situações de perigo. #Tragédia