A PSP mostra-se preocupada com o aumento de 40% de furtos por carteiristas na cidade de Lisboa. No fim de Outubro tinham sido já contabilizados mais de três mil casos, em comparação a igual período de 2013. Uma situação que poderá estar relacionada com o crescente volume de turistas na cidade. Segundo um relatório da PSP, os carteiristas que actuam na capital arrecadaram em 2013 um lucro superior a dois milhões de euros.

Por de trás destes furtos encontram-se na sua maioria portugueses. No entanto, há cada vez mais imigrantes oriundos da Europa do Leste, especialmente mulheres, associados a estes roubos. Aliás, existem muitas cidadãs romenas a fingirem ser pedintes, alerta a polícia. Segundo os registos, é nos meses de Verão e aos sábados que se registam mais assaltos.

Apesar das detenções terem triplicado, há dificuldade em identificar os suspeitos dos crimes. A própria lei também não ajuda, uma vez que não é pesada - a pena de prisão é no máximo de três anos. Todavia, a grande maioria acaba por ser libertada com termo de identidade e residência, ou apresentações periódicas, o que potencia a repetição dos furtos.

Por isso mesmo, é prioritário sensibilizar a população para esta realidade, sobretudo os turistas, através de, por exemplo, colocação de mais sinalética nos transportes públicos. Para já, a PSP tem apostado na investigação das redes de carteiristas e na troca de informação com congéneres estrangeiras. Os resultados, até agora, têm sido positivos: de Janeiro a Novembro de 2014, foram detidos 115 carteiristas, quase o triplo em comparação ao ano anterior.

Três detidos, esta semana, por furto de um telemóvel

No site do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP é possível ler a detenção de duas mulheres e um homem (entre os 27 e os 34 anos de idade) pelo roubo de um telemóvel a um turista, na paragem do eléctrico 28 da Carris, na Praça Luís de Camões. Segundo a nota informativa, os polícias que se encontravam a trabalhar no local notaram a presença do grupo a rodear o turista, que, no momento em que subia para o transporte, foi bloqueado por um dos carteiristas, tendo um dos restantes aproveitado a oportunidade para roubar o telemóvel do interior do bolso do casaco, avaliado em 400 euros. Após uma perseguição, os policiais recuperaram o telemóvel, que foi de seguida devolvido à vítima. Aos carteiristas após interrogatório foi-lhes aplicada como medida de coação prisão domiciliária.