No princípio do passado mês de Dezembro, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) emitiu um comunicado à imprensa com a proibição de circulação de carros anteriores a 2000 na denominada zona 1. esta zona abrange o percurso entre a Avenida da Liberdade e a Baixa. É também proibida a circulação de carros anteriores a 1996 na zona 2 (delimitada pela Avenida de Ceuta, Eixo Norte-Sul, Avenida das Forças Armadas, dos Estados Unidos, Infante D. Henrique e Marechal António de Spínola). A Câmara de Lisboa justificou esta decisão com a necessidade de diminuição das concentrações de poluentes.

Em virtude desta decisão, este domingo as buzinas fizeram-se ouvir em toda a baixa de Lisboa. Os condutores encaram esta nova medida com injustiça e alegam que estes veículos deveriam ser autorizados a circular pela cidade uma vez que os seus proprietários cumprem com as suas obrigações legais (inspeções e pagamento de impostos, nomeadamente o imposto de circulação). Os participantes da marcha convocada pelas redes sociais estão contra a discriminação das viaturas mais antigas.

Os condutores consideram que esta medida, que tem como objetivo melhorar a qualidade do ar na capital, está a ser feita à custa de quem tem menos recursos. Para além do mais, referem que as novas regras colidem com direitos que a Câmara não pode ignorar, ou seja, os condutores alegam que pagam anualmente um imposto único de circulação que é calculado sob três itens: o ano do carro, a cilindrada e as suas emissões de CO2. Neste sentido, se já pagam pelas emissões de CO2 da sua viatura, questionam-se sobre a pertinência desta medida que vem afetar, gravemente, a sua mobilidade.

Os manifestantes aprovaram a moção e apelam à anulação da medida e à criação de outras alternativas mais viáveis. Os cidadãos querem que Lisboa seja, progressivamente, uma cidade para todos, independentemente dos recursos financeiros de cada condutor. Muitos deles alegam que não têm condições económicas para comprar um novo automóvel e admitem que irão continuar a circular pela cidade. #Automobilismo #Ambiente