A greve dos trabalhadores da Carris lançou o caos esta manhã em Lisboa. Os utentes mostraram-se muito desagradados com a paralisação em véspera de fim de semana. O período da manhã foi o mais complicado, pois a espera por um autocarro chegou a ser de perto uma hora. Muitos lisboetas chegaram atrasados ao trabalho e dizem não compreender os motivos dos trabalhadores da Carris para a greve desta sexta-feira.

As zonas que não são abrangidas pelo Metropolitano de Lisboa foram as que mais sentiram os efeitos. Quem não tem carro não teve alternativas a não ser o táxi, o que levou a um maior congestionamento do trânsito, já complicado em algumas zonas da cidade. Os utentes que compram o passe são os que mais reclamam, pois dizem ter pago por um serviço que afinal não está a ser cumprido. Os trabalhadores estão em greve porque estão contra o processo, já a decorrer, da subconcessão da Carris.

Na guerra dos números referentes à adesão, a empresa afirma que ronda os 30%, por seu turno, os sindicatos falam em valores bem diferentes. O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes fala em 70%, já a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações eleva ainda a mais a percentagem e aponta para os 80% de adesão à greve. Os trabalhadores têm receio que as privatizações possam levar a despedimentos.

Se é dependente dos transportes públicos, marque então na sua agenda o dia 22 de abril, uma vez que, os trabalhadores da Carris, do Metropolitano de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa marcaram uma marcha contra o processo de privatização destas empresas. Os transtornos nas ligações e viagens prometem ser muitos, a avaliar pelos números da adesão à greve de hoje na Carris. Antes, a 17 de abril, daqui a uma semana, é a vez do Metropolitano de Lisboa parar, também pelos mesmos motivos. Na Carris a paralisação de 24 horas termina à 00:00. No que diz respeito ao serviços mínimos, o Tribunal Arbitral decretou este tipo de medida para as linhas 703 e 751 que estão assim a funcionar a 50%, a empresa queria 12 carreiras a circular mas tal não foi deliberado pela entidade.