Os lisboetas voltaram a acordar esta manhã sem o Metro de Lisboa aberto, naquela que é a quarta #Greve parcial desde o início do ano. Os serviços estiveram encerrados entre as sete da manhã e as dez da manhã. De acordo com os sindicatos a adesão à greve foi elevada. Os funcionários do Metro de Lisboa voltaram a mostrar o seu descontentamento face ao processo de privatização que está em curso e que, segundo os trabalhadores, vai pôr em causa muitos postos de trabalho, além de deteriorar o serviço público fornecido pelo metropolitano da capital.

De recordar que o processo de subconcessão está em cima da mesa, com o concurso público aberto até ao próximo dia 14 de Maio. Os trabalhadores quiseram voltar a demonstrar que estão empenhados na luta e em defender os seus direitos e os dos cidadãos. Para além de estarem empenhados na defesa da Metro de Lisboa enquanto empresa pública, a Fectrans, a Federação dos Sindicatos dos Transportes, afirma que os trabalhadores estão preocupados com problemas existentes nas diferentes categorias profissionais, além da consecutiva redução do número de trabalhadores que afecta a qualidade do serviço prestado.

A entidade gestora do Metro de Lisboa, a Transportes de Lisboa, divulgou um comunicado anunciando que por motivos de greve o serviço do metropolitano estaria encerrado entre as 6h30 e que o seu funcionamento deveria estar normalizado pelas 10h00, depois da reabertura a partir das 9h30. De forma a minimizar os efeitos causados pela greve, a Carris reforçou algumas das suas carreiras, cujo trajecto é similar ao das linhas do metro. O número de autocarros nas linhas 726 que liga Sapadores à Pontinha, 736 do Cais do Sodré a Odivelas, 744 entre o Marquês de Pombal e Moscavide e 746 do Marquês de Pombal à Estação da Damaia foi incrementado.

Para o próximo dia 12 de Maio, dois dias antes da conclusão do concurso público de privatização da Metro de Lisboa, está agendada uma nova greve. No entanto esta terá a duração de 24 horas. Também a Carris vai protestar contra a subconcessão da empresa a privados no dia 14 de Maio.
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