A informação foi avançada pela 'SIC Notícias'. De acordo com o canal por subscrição, a paralisação prevista para sexta-feira foi suspensa, sendo que ainda não são conhecidos os motivos que levaram ao cancelamento pela segunda semana seguida. A paralisação que deveria ter ocorrido na sexta-feira passada, 10 de abril, em simultâneo com a greve da Carris, acabou por ser adiada uma semana. Agora, a 'SIC Notícias' revela que foi suspensa também a paralisação prevista para dia 17 deste mês.

A suspensão de 10 de abril ocorreu pelo facto de as condições de segurança de trabalhadores e utentes não estarem reunidas, segundo revelou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações: "As organizações sindicais do Metropolitano reuniram e acharam que não estão reunidas as condições de segurança quer para os utentes quer para os trabalhadores". As razões para esta nova suspensão não são, porém, ainda conhecidas.

Recorde-se que esta greve está relacionada com o processo de subconcessão do metro de Lisboa, processo que também irá afetar a rodoviária Carris, e que já está em fase de concurso. Os trabalhadores não concordam com a decisão do governo e têm contestado a subconcessão com várias paralisações. O que está em causa é a privatização do metropolitano de Lisboa, existindo já uma petição online intitulada "Por melhores transportes públicos, travar as privatizações na Carris, Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa". Na mesma é possível ler-se acerca do "aumento no preço dos transportes públicos" e da "degradação da qualidade e fiabilidade da oferta de transportes públicos", que se têm sentido nos últimos anos.

Os serviços mínimos foram decretados pelo tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) em ambas as datas previstas para a greve no metro de Lisboa. De acordo com o organismo, "no período entre as 07:00 e as 21:00 devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afetas ao transporte de passageiros".