Tudo indica tratar-se de um homicídio seguido de suicídio, o que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 28 de Dezembro, em Sacavém, no concelho de Loures. Um homem terá alvejado uma mulher com tiros de uma pistola de baixo calibre. Depois, fez explodir o corpo da vítima e acabou por usar a mesma pistola para pôr termo à vida. Quando as autoridades chegaram ao local encontram o cadáver da mulher em cima de um automóvel estacionado e o do homem caído no chão, a poucos metros. O caso de contornos não muito habituais está a ser investigado pela #Polícia Judiciária.

Em cerca das dez horas da manhã quando os moradores da Rua Miguel Bombarda, em Sacavém, junto à Rodoviária de Lisboa, foram alertados para o barulho de disparos de uma arma, seguidos de uma forte explosão. Quando as autoridades chegaram ao local depararam-se com o corpo desmembrado de uma mulher com cerca de 45 anos em cima de um automóvel que estava estacionado. A poucos metros, tombado no chão, estava o corpo de um homem, aparentando ter cerca de 60 anos, também cadáver.

De acordo com declarações do comissário Rui Costa, do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP), há suspeitas de se tratar de “homicídio seguido de suicídio”. Em declarações prestadas aos jornalistas, aquele responsável adiantou que terão sido disparados tiros de uma “pistola de baixo calibre”, tendo o agressor detonado um engenho explosivo, desconhecendo-se a sua natureza, podendo o mesmo ser de fabrico artesanal, militar ou até civil.

Rui Costa afirmou ainda que a PSP recorreu à sua unidade especializada para despistar a existência de outros engenhos explosivos no local, a fim de “garantir a segurança” de quem ali estava, designadamente dos agentes policiais, bombeiros, elementos da emergência médica e dos peritos da Polícia Judiciária.  Por outro lado, adiantou que estava a decorrer uma investigação paralela no sentido de apurar as causas daquele #Crime, como por exemplo que tipo de relação existia entre as duas vítimas. Algumas testemunhas relataram aos jornalistas de que a mulher era empregada de limpeza na estação rodoviária e que o homem mantinha com ela uma relação de proximidade, podendo tratar-se de uma crime com razões passionais.