O #Governo anunciou nesta segunda-feira, 28 de Dezembro, a constituição de um Grupo Coordenador da Urgência Metropolitana de Lisboa. O grupo terá como missão avaliar os constrangimentos existentes nos cinco maiores hospitais da Área Metropolitana de Lisboa e preparar as soluções para as “disfunções identificadas”. O Ministério da Saúde quer dar prioridade às especialidades médicas com maiores dificuldades e garante que as medidas serão aplicadas a partir de 1 de Fevereiro do próximo ano. O objectivo é permitir uma “assistência eficaz, atempada e de elevada qualidade”, refere a tutela.

Depois da morte de um doente na madrugada do dia 14 de Dezembro no Centro Hospitalar de Lisboa Central, a alegada falta de médicos, sobretudo aos fins-de-semana, tem sido um dos temas mais badalados na imprensa. O próprio Ministro da Saúde, Campos Fernandes, ordenou de imediato que fosse feita a abertura um inquérito para apuramento dos factos, alegando tratar-se “claramente, de um problema de organização dos meios” e não devido a questões financeiras no Serviço Nacional de Saúde

A meio da tarde desta segunda-feira, o Ministério da Saúde emitiu um comunicado à imprensa dando conta da realização de uma reunião que juntou à mesma mesa o ministro, os secretários de Estado, o Coordenador Nacional da Reforma do Serviço Nacional de Saúde da área hospitalar e o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, bem como os presidentes dos conselhos de administração e directores clínicos dos cinco maiores hospitais da Área Metropolitana de Lisboa.

O documento refere que, face aos casos pouco frequentes, “o número de profissionais de saúde com competência para a sua abordagem é relativamente reduzido”. Por outro lado, a conjunção da gravidade e carácter urgente das patologias, dispersão geográfica da procura e relativa escassez de profissionais especialistas exigem que o Serviço Nacional de Saúde se reorganize de forma a garantir uma pronta e coordenada resposta.

No entender do Ministério tutelado por Campos Fernandes, o processo obriga a uma “profunda reorganização dos cuidados de saúde hospitalares nas várias regiões de saúde do país”, devendo apostar numa “cooperação institucional” para além da organização em rede e da partilha de recursos disponíveis. #Casos Médicos