Uma bebé de 19 meses morreu na noite desta segunda-feira, 15 de Fevereiro, enquanto a irmã de 4 anos desapareceu nas águas do rio Tejo. O alerta foi dado por uma testemunha que viu uma mulher a sair do rio em pânico. Quando os socorristas chegaram ao local encontraram a pequena bebé em paragem cardiorrespiratória que não conseguiu reagir às manobras de reanimação. As autoridades marítimas montaram uma operação de busca e salvamento para localizar a criança desaparecida. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Só a mulher, de 37 anos, poderá explicar porque razão estava, com as duas filhas, dentro do rio Tejo, junto à praia da Giribita, na Estrada Marginal entre Oeiras e Caxias. Segundo a Autoridade Marítima Nacional, o alerta foi dado por um popular pouco depois das 21 horas desta segunda-feira. O homem informou as autoridades que viu uma mulher a sair da água. Estava em “pânico” e em “estado avançado de hipotermia”, afirma a Autoridade Marítima. Depois de socorrida no local por bombeiros e elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), foi transportada para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Refere a Autoridade Marítima Nacional que a mulher alertou que estariam desaparecidas nas águas as duas filhas, uma bebé de 19 meses e uma criança de 4 anos. Foi de imediato montada uma operação de busca e salvamento envolvendo diversos meios, entre os quais agentes da Polícia Marítima dos comandos de Lisboa e Cascais, do Instituto de Socorros a Náufragos, para além a Força Aérea que enviou para o local um helicóptero EH 101.

Já ao início da madrugada, inspectores da Polícia Judiciária procediam à recolha de indícios que possam esclarecer as circunstâncias daquele trágico acontecimento. Daí que a mulher deva ser interrogada ainda durante a noite pelos inspectores da polícia criminal. O comandante do Porto de Lisboa disse aos jornalistas que não havia explicações para aquela tragédia. Malaquias Domingues informou, igualmente, que as operações de busca iriam ser interrompidas, para serem retomadas “aos primeiros raios de luz” desta terça-feira.

Entretanto, o jornal Correio da Manhã avançava que se tratava de uma família de Carenque, Amadora, e que a mulher estava desaparecida desde a passada sexta-feira, dia 12. Refere que o pai das crianças já tinha participado do desaparecimento às autoridades policiais. #Afogamento