É um evento de sétima arte nascido e criado na freguesia de Carnide, em Lisboa, há cerca de três anos. O CLAP está geograficamente afastado do centro lisboeta e não compete em longevidade com tantos outros #Festivais da área, mas a juventude e a localização não têm constituído qualquer entrave ao sucesso. Aliás, é dos dois fatores de que o Festival de #Cinema de Carnide se alimenta. Se a lufada de ar fresco permite conhecer os novos talentos no cinema e no meio audiovisual, já Carnide tem oportunidade de potenciar as componentes artísticas e culturais da freguesia.

Os esforços partem da associação cultural Resto de Nada e da Junta de Freguesia de Carnide que, de 26 a 28 de fevereiro, voltam com uma 3ª edição do festival de cinema, depois de verificarem o aval do público face à diversidade de #Filmes a concurso e em exibição durante o CLAP. “Somos muitas vezes felicitados e consideramos que é muito importante haver espaço para todos os estilos e linguagens cinematográficas”, reconhece Eva Barros, membro da equipa.

Tal como em todos os festivais de cinema, também no CLAP existem prémios e reconhecimentos. As obras a concurso são curtas-metragens e não podem ter mais do que 15 minutos de duração. Entre algumas das categorias vencedoras estão o prémio para “Melhor Filme”, “Melhor Argumento” e ainda o “Prémio do Público”. Cada um dos espectadores terá a oportunidade de votar no seu filme preferido no final de cada sessão, através do preenchimento de um boletim de voto. Eva Barros acredita que para além do júri especializado do CLAP, com nomes como António-Pedro Vasconcelos e Ivo Canelas, a opinião do público torna-se importante quando a obra é apreciada “com olhos de quem vai para se deixar levar e envolver pelo filme e não pelos aspetos técnicos”.

Os concorrentes assumem uma parte essencial no Festival de Cinema de Carnide e que está na base da criação do evento. O surgimento de novos talentos no mundo do cinema e do audiovisual no CLAP permite que se forme uma plataforma “do que de melhor se faz” em Portugal. O mais provável é o público não assistir a obras de realizadores portugueses com nomes sonantes no meio. Ao invés, terá oportunidade de conhecer caras novas da sétima arte portuguesa e comprovar e avaliar o seu talento.

“Ainda que bastante novo, o CLAP tem vindo a marcar o seu lugar nos circuitos dos festivais e isso é muito importante, visto que o nosso intuito é mesmo promover e fomentar o gosto pelo cinema”, salienta Eva Barros. Para assistir a uma sessão do festival, basta levantar os bilhetes no Centro Cultural de Carnide. A entrada é gratuita.