Podem parecer os sítios menos indicados para passear e visitar de bicicleta, porém Eliseu Almeida, o organizador da “Rota por Lisboa em ruínas”, pretende desmitificar tal ideia. Em Lisboa residem alguns edifícios emblemáticos, cujo abandono e aparente orfandade são impossíveis de ignorar, seja pela imponência que ainda demonstram ou pela degradação contínua. São lugares repletos de histórias e riqueza arquitetónica, dois fatores que a atividade pretende elevar a 7 de fevereiro, próximo domingo, com a bicicleta como meio de transporte de eleição.

Tudo começou com uma reportagem do jornalista Tiago Carrasco pelas “mais belas ruínas de Lisboa e Porto”, que serviu de inspiração ao arquiteto Eliseu Almeida. A formação académica e profissional conjugou-se com o amor aos pedais, o que explica a dimensão de lazer e o enriquecimento cultural da rota. Mais do que um passeio ou do que um esforço físico de aproximadamente 21 km, “Rota por Lisboa em ruínas” vai demonstrar o que outrora foi importante na cidade, social e culturalmente, e que aparentemente hoje permanece nas malhas do tempo e nos destroços das ruínas.

O percurso será definido em torno de alguns pontos de visita como o Restaurante Panorâmico de Monsanto e o Palácio Almada-Carvalhais. Para quem estiver preocupado com a dimensão e a dificuldade da atividade, Eliseu Almeida “descansa” os participantes no seu blog Eliseu Bike & Co.: “Não pretendemos que a rota seja difícil... e vamos devagar”. O organizador justifica os quilómetros com a obrigatoriedade de visitar edifícios emblemáticos, que não poderiam ficar de fora desta rota.

Os momentos para pausas serão preenchidos a cada passo com histórias e curiosidades dos lugares visitados e o almoço terá inclusive um momento de confraternização com o jornalista Tiago Carrasco e o fotógrafo Gastão de Brito e Silva, autor do livro “Portugal em ruínas”. E como não se trata de uma maratona contra o tempo, a atividade terá uma duração de aproximadamente três horas e meia. A inscrição está limitada a 20 participantes e tem o custo de 15 euros. #Entretenimento #História