Depois de na passada terça-feira, pelas 19 horas e 40 minutos, ter acontecido um confronto no Bairro da Ameixoeira (Lisboa) entre membros de duas famílias de etnia cigana, esta sexta-feira, por volta das 7 horas da manhã agentes, da PSP foram destacados para se deslocarem, novamente, ao local.

Os agentes da PSP foram ao mesmo bairro executar 13 mandatos de busca em casa de pessoas suspeitas de uso ilegal de armas. Os agentes da Unidade de Investigação Criminal da PSP detiveram 6 pessoas, duas armas foram apreendidas, assim como várias munições e estupefacientes. A operação durou 4 horas, período no qual ninguém saía ou entrava nas residências sem ser, primeiramente, identificado. 

Em entrevista à CMTV, Resende da Silva, que fez parte da equipa da unidade de investigação da PSP de Lisboa, afirmou que esta rusga e o tiroteio que aconteceu na passada terça-feira não tiveram nenhuma relação. A operação de sexta-feira está relacionada com o uso e porte ilegal de armas de fogo. 

No tiroteio que aconteceu no dia 29 de Março, ficaram feridos 3 agentes da PSP da 3.ª Esquadra de Investigação Criminal sediada em Benfica: agente Félix, de 42 anos, Carvalho, de 30 e Eusébio, de 33 anos. Além disso, duas mulheres, não estando envolvidas no confronto entre as famílias de etnia cigana, acabaram por ser atingidas no fogo cruzado. Uma delas foi alvejada enquanto tirava o filho da rua. 

O estado de saúde das duas mulheres é grave; uma delas foi alvejada no abdómen e a outra no pescoço e tiveram de ser operadas, embora, segundo os médicos responsáveis, não corram perigo de vida.  Dos 3 elementos da PSP, que haviam disparado contra o grupo que se encontrava em confronto, 2 foram atingidos na cabeça e o outro sofreu ferimentos ligeiros numa das mãos. O terceiro conseguiu levar, na viatura que os levou ao bairro, os companheiros para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sem esperar que a ajuda médica chegasse ao local. 

Estes foram apenas mais dois acontecimentos do Bairro da Ameixoeira que, segundo os moradores, não é um bairro calmo e costuma ser alvo da atenção da polícia.  #Crime