Um dos homens que foi detido pela PSP devido ao tiroteio no Bairro da Ameixoeira, na Alta de Lisboa, que aconteceu na semana passada, ficou, segundo uma fonte policial da agência Lusa, em prisão preventiva. O suspeito de 42 anos foi ouvido durante um interrogatório na tarde de terça-feira e as autoridades acabaram por decretar uma medida de coação mais grave que a do outro suspeito envolvido no tiroteio. O homem terá de aguardar pelo julgamento em prisão preventiva. O outro indivíduo que integrou as trocas de tiro, sobrinho do suspeito, permanece em liberdade, tendo de se apresentar todas as semanas na esquadra pertencente à zona onde vive.

O tio de 42 anos e o sobrinho de 24 anos foram presos na segunda-feira por "fortes indícios" de tentativa de homicídio. Em causa esteve um confronto entre duas famílias, no Bairro da Ameixoeira, nas antigas Galinheiras, que acabou numa troca de tiros, com consequências muito graves para duas moradoras do bairro e 3 agentes da PSP, que acabaram baleados. As vítimas do tiroteio foram transportadas para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e tinham idades entre 30 e 42 anos. 

Os agentes Eusébio, Félix e Carvalho já tiveram alta do hospital; dois durante a semana passada, enquanto que o terceiro só retornou à sua residência na última segunda-feira. As duas outras vítimas permanecem hospitalizadas. Para desvendar as causas do tiroteio, foi aberto um inquérito pela Inspecção Geral da Administração Interna.

Desde que aconteceu o tiroteio na terça-feira, dia 29 de Março, e depois das rusgas na sexta-feira, 1 de Abril, no Bairro da Ameixoeira, em que a Unidade de Investigação Criminal da PSP deteve 6 suspeitos por porte ilegal de armas de fogo e alguma mercadoria de estupefacientes, não foi reportado, quer aos meios de comunicação social, quer às autoridades policiais, qualquer outro crime nas imediações do Bairro. As famílias das vítimas de bala perdida também não comentaram nada sobre estes dois acontecimentos.

O Bairro das Galinheiras, segundo a Rádio Renascença, é uma zona "esquecida" de Lisboa, muito atingida por problemas de pobreza, desemprego e exclusão social. #Justiça