Dois mortos e mais 27 casos diagnosticados é o resultado do surto de infecção com “legionella” no #Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Os números referem-se a dados fornecidos ao final da tarde desta segunda-feira, 6 de Novembro, pela Direcção-Geral da Saúde. As vítimas mortais são um homem de 77 anos, que estava internado nos cuidados intensivos de uma unidade hospitalar privada, e uma mulher de 70 anos, que estava também na unidade dos cuidados intensivos, mas do Hospital de Santa Maria. O caso está a preocupar as autoridades de saúde e os responsáveis políticos, tendo o Presidente da República visitado já a unidade hospitalar. Por sua vez, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que “alguma coisa correu mal" e quer o apuramento dos factos.

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Na origem da trágica situação estará a rede de água do Hospital São Francisco Xavier, unidade do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Um caso que fez com que fosse realizada uma intervenção na mesma rede para eliminar a bactéria que provocou em alguns utentes e funcionários uma infecção respiratória, conhecida vulgarmente por "Doença dos Legionários". Ontem, domingo, o ministro Adalberto Campos Fernandes ordenou à Direcção-Geral de Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge para que elaborassem um relatório detalhado sobre aquele caso, que terá de estar concluído no prazo de duas semanas.

Em conferência de imprensa realizada no próprio Hospital São Francisco Xavier, o ministro da Saúde referiu que alguma coisa terá corrido mal, já que todos os procedimentos terão sido implementados correspondendo às melhores práticas.

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Daí que o governante pretenda perceber o que terá acontecido, garantindo que só ficará descansado após a identificação do que terá ocorrido para que as coisas tivessem corrido mal. Ou seja, se o que aconteceu foi um imponderável, se se deveu a questões técnicas, climáticas e ambientais, ou se um determinado procedimento que deveria ter sido seguido não o foi.

As declarações de Adalberto Campos Fernandes foram proferidas depois de a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, ter afirmado aos jornalistas que “nada falhou” justificando que nem a implementação das “melhores medidas” poderão evitar a “dinâmica das bactérias”. O ministro da Saúde deixou uma mensagem de tranquilidade a todos os utentes hospitalares, depositando total confiança em todos os técnicos que estiveram envolvidos na intervenção realizada no Hospital São Francisco Xavier, logo que foram conhecidos os primeiros casos de infecção, tentando, assim, controlar a fonte emissora da bactéria. #Óbito #Casos Médicos