Após várias sessões de discussão acerca da proibição do abate de animais domésticos, a Região Autónoma da Madeira torna-se a primeira região de Portugal a atingir tal feito. Tal marco derivou dos vários pedidos das associações de #Animais que encontravam situações absurdas de abates de animais domésticos, como principal destaque para cães e #Gatos. A nova #Legislação vai ao encontro à proibição dos crimes, que para além de ultrapassarem a questão ética, eram também um ponto negativo para o cartaz turístico da ilha.

Em termos estatísticos, o abate destes animais, rondou, em 2014, os 75% das entradas no canil municipal, isto é, três em cada quatro eram abatidos, ato de extrema gravidade e considerado indigno. Muitas das pessoas que, por impossibilidade financeira não conseguiam continuar a tratar dos seus animais, chegaram a ter receio de os deixar nestes canis, perante a possibilidade de serem eutanasiados. Em média são abandonados, na Madeira, oito animais por dia e 4 destes são abatidos devido à falta de capacidade nos centros ou até mesmo por decisão dos donos.

Após várias queixas à Assembleia legislativa, o objetivo foi atingido. A legislação prevê ainda a criação de um centro que irá ter como finalidade a esterilização e também a responsabilidade da recolha de animais abandonados ou a necessitar de cuidados urgentes. Este feito torna-se para muitos um marco histórico na luta contra a discriminação de animais domésticos.

As associações consideram que, se continuarem a lutar por mais objetivos como estes, conseguirão alcançar uma igualdade de direitos entre os animais. Lembram ainda que esta nova legislação é um incentivo e uma chamada de atenção para que toda a população entenda a dificuldade existente em manter animais abandonados como os seus devidos cuidados e bem acolhidos. Os canis da cidade, que se encontram lotados, não páram todos os dias de receber novos cães e a ver a saída dos mesmos a ser quase nenhuma ou até mesmo nula. Esta nova legislação foi assim aceite entre os madeirenses com bastante agrado e satisfação por serem os primeiros do país a iniciarem tal movimento.