No passado sábado, dia 25, o Parque de Santa Catarina, no Funchal, encheu-se uma vez mais para receber o segundo e último dia da edição de 2015 do NOS Summer Opening, o festival madeirense que decorreu nos dias 24 e 25 de julho. Num ambiente mais descontraído, com menos dança e euforia, foi uma noite rica em reggae, a começar por Orlando Santos e a acabar com os Natiruts. Pelo meio, foi a vez dos The Black Mamba subirem ao palco e proliferarem o seu veneno pelo público dentro. Quanto à abertura da tarde, essa foi destinada aos Black Dog Blues Band, que pouca ou nenhuma adesão tiveram dos que já se encontravam pelo parque.

À semelhança do dia anterior, as portas abriram às 18h00 e o clima quente convidava à cerveja e à descontração. As atividades proporcionadas, como o slide, ou até mesmo as atrações gastronómicas, foram para muitos festivaleiros uma ótima maneira de começar mais uma noite rica em #Música e boas vibrações. A transição do dia para a noite aconteceu ao som da voz de Orlando Santos que, com o seu incrível talento, soube transmitir "good vibes" a uma parte do público. Já a outra metade encontrava-se algo amorfa. Este revelou-se um concerto muito calmo, ao sabor de viagens mentais, para o qual o público só começou a despertar e a interagir mais quando Orlando cantou a música "For Real", o grande sucesso do cantor. Apesar de ser um artista pouco reconhecido, é considerado pelos fãs de reggae como um dos melhores portugueses no que toca a este estilo.

Logo a seguir, o palco foi inundado com um género musical totalmente diferente. Foi a vez dos The Black Mamba. Com influências que vão desde os blues, ao funk, ao soul, ao r&b, até ao pop mais negro, a banda nasceu em 2010. Começaram por ser uma banda de versões, mas já conquistam grandes públicos com os seus originais. Haviam estado na edição de 2013 do Summer Opening, uma noite chuvosa e memorável para os que estiveram presentes. Dois anos depois, eles regressaram. A música estava a excelente e a garra de Takanka, vocalista e guitarrista, também. Já o espírito do público… nem por isso. Só mesmo ao som da canção "It Ain't You" é que os festivaleiros corresponderam à performance e esforço da banda.

Terminada a atuação dos The Black Mamba, as cortinas fecharam e o público começou a aproximar-se do palco e a aglomerar-se em massa. Estávamos prestes a assistir à atuação mais esperada da noite de sábado: Natiruts. Com uma panóplia variada de instrumentos a ser preparada, o tempo de espera ainda foi algo demorado e as expetativas eram imensas. Contudo, a entrada do grupo desiludiu um pouco. Eram poucos os que conheciam a música de abertura. A banda optou por cantar músicas pouco conhecidas justificando que era um prazer dar a conhecer "coisas novas ao público". Só algures no meio do concerto é que os festivaleiros começaram a interagir e a vibrar ao som de "Sorri, Sou Rei", canção que deixou o Parque de Santa Catarina ao rubro. Logo de seguida, foi a música "Beija Flôr", dedicada à extensa fauna e flora existente no Brasil, que inundou o recinto. Posto isto, o concerto voltou a sofrer uma quebra de entusiasmo que só foi totalmente remediada no fim com "Liberdade Pra Dentro da Cabeça". Aí sim, quase todos foram ao delírio.

Resumindo, foi uma noite repleta de energia positiva, mas sem a alegria e o entusiasmo da anterior. Ainda assim, podemos dizer que o festival terminou em grande. #Festivais