Foi “graças a um minucioso trabalho de investigação” que a #Polícia Judiciária localizou os restos mortais de Carlos Morgado, de 66 anos, desaparecido desde o passado dia 1 de Março. O caso levou à detenção de uma rapariga de 25 anos e de um homem de 36, suspeitos da autoria do #Crime. O corpo da vítima, um professor aposentado que foi deputado do CDS na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, foi encontrado desmembrado, metido em sacos de plástico e enterrado num terreno baldio a 5 minutos da cidade do Funchal.

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Os investigadores acreditam que os suspeitos delinearam um plano para atraírem o homem a fim de o roubarem, acabando por o assassinar.

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Foram necessários nove meses para que o Departamento de Investigação Criminal do Funchal da Polícia Judiciária concluísse o processo de localização de Carlos Morgado, dado como desaparecido pela família a 1 de Março deste ano. Nesta sexta-feira, 27 de Novembro, a polícia criminal emitiu um comunicado informando que “foi possível localizar os restos mortais da vítima que foram entregues ao Instituto Nacional de Medicina Legal para exames periciais”.

O documento dá conta, igualmente, da detenção de uma mulher de 25 anos e de um homem de 26 anos pela “presumível prática dos crimes de homicídio qualificado, roubo e profanação de cadáver”. Os investigadores da Polícia Judiciária estão convictos que os suspeitos “conceberam um plano para atraírem a vítima com o intuito de a roubarem e de posteriormente lhe provocarem a morte”, revela o mesmo comunicado à imprensa.

A investigação culminou na noite da passada quinta-feira, quando peritos da Polícia Judiciária e elementos dos Bombeiros Voluntários do Funchal iniciaram escavações num terreno baldio na zona de D.

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João, freguesia do Imaculado Coração de Maria, no Funchal. Os trabalhos, que decorreram pela noite e madrugada dentro, acabaram quando foi localizado um corpo desmembrado, guardado em sacos de plástico preto, ocultado por cimento e pedras. A mesma polícia não tem dúvidas de que se tratam dos restos mortais do ex-deputado.

Carlos Morgado deixou de dar sinais de vida no final de Fevereiro, num desaparecimento que não deixou muitas pistas à investigação. As suas contas bancárias nunca foram mexidas e o seu automóvel estava estacionado próximo de um centro comercial, numa zona habitualmente frequentada por prostitutas.