Todos os anos centenas de #Animais de companhia são abatidos nos canis em Portugal, a maioria cães em idade ainda jovem ou adulta sem nenhum problema de saúde que justifique o abate do mesmo. Esta prática tem sido combatida por todos o mundo e ao longo dos anos já se conseguiu reduzir significativamente o número de canis de abate. A partir do próximo dia 10 de abril, os canis da Ilha da Madeira irão passar a juntar-se aos canis sem abate que já existem por todo o mundo. 

A partir dessa data, o abate será apenas permitido em casos em que o animal possua uma doença incurável que lhe cause sofrimento e lhe reduza a qualidade de vida ou quando a doença deste for considerada um risco para a saúde pública. Serão ainda permitidos abates de animais quando estes forem ordenados judicialmente.

Caso os abates se realizem sem ser nas exceções acima mencionadas, o acto será punível com uma coima mínima no valor de 500 euros, que poderá ir até aos 3740 euros, revela o Público. 

Como alternativa ao abate, será usada a esterilização como modo de controlar a população de animais errantes. As autarquias irão ser responsáveis pela recolha dos animais abandonados e irão encaminhar os mesmos para o canil ou gatil municipal, onde os animais serão tratados, vacinados e registados. De seguida serão encaminhados para um centro veterinário onde serão castrados, caso já tenham no mínimo 6 meses, e ser-lhes-á posto o microchip. 

Após este processo os animais estarão disponíveis para adoção. Caso o animal não seja adoptado no espaço de 60 dias e se for necessário espaço para receber novos animais, o animal poderá ser devolvido ao sítio onde foi resgatado, onde apesar de ser um cão de rua, e uma vez que foi castrado, não irá contribuir a sobrepopulação de animais de rua, mantendo assim a população de animais abandonados controlada. 

Esta notícia foi muito bem recebida por parte da população da ilha, principalmente por parte das associações de defesa animal que há muito tempo lutavam contra este caso dos abates, uma vez que a Madeira tinha uma taxa de abate de 75% dos cães que entravam no canil, o que dava má publicidade a uma ilha que depende tanto do turismo. 

Esta acção deu esperança às associações de defesa animal que querem que esta iniciativa se entenda aos Açores e a todo o Portugal Continental.  #Legislação