Horas depois de ter afirmado que a situação dos incêndios na ilha da Madeira estava controlada, o presidente do Governo Regional já veio afirmar o contrário. Por volta da meia-noite desta terça-feira, 9 de Agosto, Miguel Albuquerque considerava a situação “periclitante”. Depois de terem atingido a zona alta do concelho, destruindo cerca de três dezenas de habitações, as chamas desceram até ao centro histórico da cidade, provocando um cenário horrendo e caótico. Esta quarta-feira chegará à ilha um contingente enviado pelo Governo da República.

Cerca de dois dias depois de ter consumido tudo o que apanhava pela frente na alta do Funchal, o #Incêndio que eclodiu na segunda-feira de tarde em São Roque, desceu à baixa da cidade. Na zona histórica, as chamas atingiram, pelo menos, 37 casas fazendo dezenas de desalojados. Muitos turistas que estavam hospedados em algumas unidades hoteleiras tiveram de ser evacuados e transportados para o Estádio dos Barreiros, para ficarem em segurança.

Governo confirma morte de idosa

Entretanto o Governo Regional da Madeira confirmou a morte de uma idosa que se encontrava acamada numa das habitações atingidas pelo incêndio. Tudo aconteceu próximo da Pena, junto ao centro da cidade do Funchal. Para além daquela morte, os incêndios provocaram, ainda, vários feridos, entre os quais um idoso que sofreu queimaduras graves, tendo sido transportado para a Unidade de Queimados do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Por outro lado, existem muitas dezenas de utentes que tiveram de ser retirados das instituições onde se encontravam, como lares da terceira idade e hospitais, entre outras.

Incêndio descontrolado devido ao vento forte 

As elevadas temperaturas e o vento forte têm sido apontados como as causas para a propagação das chamas na capital da ilha da Madeira. No balanço que fez aos jornalistas por cerca da meia-noite de terça-feira, o presidente do Governo Regional dava conta de que a situação é muito perigosa, necessitando de uma “grande atenção” por parte dos #Bombeiros que estavam no teatro das operações, uma vez que os diversos focos de incêndio estavam descontrolados. Entretanto, o presidente da Câmara Municipal da Funchal disse aos jornalistas que a preocupação maior foi salvaguardar o património histórico localizado no centro histórico da cidade.

Incêndios alastram a outros pontos da ilha

Segundo o presidente do Governo Regional, os incêndios não estavam circunscritos ao centro do Funchal, havendo ocorrências em outras regiões da ilha. Na Calheta, na zona Oeste da Madeira, um foco de incêndio obrigou à evacuação do Centro de Saúde, transferindo os utentes para uma unidade de saúde da Ribeira Brava. Também na zona do Paul da Serra, na Ponta do Sol, os bombeiros estavam a combater as chamas numa região muito procurada pelos turistas.

Contingente enviado do Continente

Em resposta a um pedido de ajuda por parte do Governo Regional da Madeira, o Governo da República, através do Ministério da Administração Interna, anunciou o envio de mais 80 operacionais para auxiliar nas operações de combate aos incêndios na Região Autónoma. Um contingente que se vai juntar ao grupo de 35 elementos que já tinham sido anunciados durante a tarde de terça-feira. Trata-se de um contingente constituído por bombeiros Sapadores e Voluntários, bem como elementos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR e, elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).