António Costa é o secretário-geral do Partido Socialista, sendo, por consequência, candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 2015. Nascido em 1961, licenciou-se em Direito e concluiu uma pós-graduação em Estudos Europeus, tendo militano na Juventude Socialista e. Advogado de profissão, veio a interromper a carreira em função das suas responsabilidades políticas. É casado com Fernanda Tadeu, com a qual teve dois filhos.

Deputado entre 1991 e 1995, Costa foi ministro da Justiça no governo de António Guterres (1999 e 2002) e depois ministro da Administração Interna no governo de José Sócrates, entre 2005 e 2007. Neste ano, candidatou-se às eleições intercalares na Câmara Municipal de Lisboa e venceu, obtendo nova vitória em 2009 e em 2013. Veio a abandonar o cargo em Abril de 2015, dada a incompatibilidade de funções com a aproximação do período de campanha eleitoral, cedendo o posto a Fernando Medina.

António Costa surgiu como hipótese para a liderança do PS depois da vitória dos socialistas nas eleições europeias de 2014. Apesar de o partido ter sido o mais votado em Portugal, e pese o facto de a eleição ser apenas para os deputados portugueses ao Parlamento Europeu, a oposição interna a António José Seguro considerou a vitória como demasiado escassa em face do que se esperava depois da governação da coligação PSD-PP. O Partido Socialista acabou por realizar eleições directas em Setembro de 2014, nas quais António Costa emergiu como o claro vencedor.

Costa tem ascendência goesa, enquanto filho do escritor Orlando da Costa, o que motivou um artigo do jornal indiano Hindu Times sobre a possibilidade de um político descendente de indianos poder vir a ocupar um cargo importante noutro país.

O líder do PS era visto como o líder dos "socráticos", uma facção socialista constituída em torno do ex-primeiro-ministro José Sócrates, partilhando o essencial das suas ideias sobre a governação, e foi dessa forma que a sua vitória nas eleições directas de 2014 foi inicialmente interpretada - um corte com as ideias e posições de António José Seguro e um "regresso ao passado". Contudo, na sequência da detenção de Sócrates por ordem do juiz Carlos Alexandre em Novembro de 2014, o novo líder socialista distanciou-se progressivamente do seu antigo "chefe", limitando os danos que o escândalo poderia causar à sua campanha. No primeiro debate televisivo pré-eleitoral com Pedro Passos Coelho, Costa indicou que "não previa uma nova visita a Sócrates" depois de ser colocado em prisão domiciliária, e afastou energicamente das suas intenções os projectos de TGV e Aeroporto que haviam sido bandeiras de Sócrates.