Culinária é o conjunto de artes e técnicas que permitem cozinhar. Depositária de tradições familiares, regionais, nacionais ou religiosas, permeável às inovações que chefs e cozinheiros famosos, ou simples cidadãos anónimos nas suas cozinhas, queiram introduzir ou experimentar, a arte trata da comida – elemento que os seres humanos processam diariamente (em condições normais). Se sempre existiu um natural e genuíno interesse por um conjunto de técnicas destinadas a melhor o acto de comer, a culinária ganhou uma projecção renovada nos últimos anos, que se traduziu não apenas na produção de programas televisivos ao estilo concurso reality-show, como Masterchef, focados em encontrar os melhores aspirantes a cozinheiros, mas também na popularidade dos novos “chefs”. Nomes como Gordon Ramsay, Nigella Lawson e Jamie Oliver, autores de programas de TV, livros, etc., tornaram-se verdadeiras estrelas pop, baseados na sua arte de transformar ingredientes e fabricar pratos.

Em Portugal, a arte da culinária é provavelmente uma das mais ricas e variadas no mundo, pela combinação de factores climatéricos, ambientais e culturais. Digna representante da cozinha mediterrânica e valorizada pelos nutricionistas nesse sentido, a culinária portuguesa começa igualmente a ser valorizada no exterior.

O movimento de renovação e valorização dos recursos endógenos tem favorecido esta tendência a nível interno. São organizados festivais em torno de um determinado ingrediente ou produto, como é o caso do chícharo, uma leguminosa que atrai milhares a Alvaiázere, ou o lagostim, capturado em Ferreira do Zêzere depois de se ter transformado numa praga ambiental. E também as televisões nacionais têm sabido explorar e potenciar o fenómeno; depois do Masterchef Portugal, programa que replicava o modelo internacional, a RTP lançou o Cook-off – Duelo de Sabores. Aos domingos á noite, uma “luta” de cozinheiros determina quem é o melhor em 10 regiões do país, divulgando a riqueza, a diversidade e o potencial da culinária portuguesa.