Ébola é o nome dado, de forma indistinta, ao vírus ébola e à doença por ele provocada. Altamente contagiosa, a doença apresenta-se como uma das mais mortíferas da actualidade, com taxas de mortalidade a oscilar entre os 25% e os 90%, de acordo com a Wikipedia. É causada, originalmente, pelo contacto com animais infectados com o vírus, sendo o continente africano o foco habitual dos piores surtos. Os sintomas incluem febre, dores musculares, vómitos, diarreia, entre outros, causando a morte entre 1 a 2 semanas.

A doença voltou a ocupar o primeiro lugar das manchetes da imprensa internacional na sequência do surto que se declarou na África Ocidental, no segundo semestre de 2014. A Serra Leoa, a Libéria e a Guiné-Conacri foram os países mais atingidos.

Durante várias semanas, existiram vários sinais de alarmismo a nível mundial. Por um lado, os casos reais de contaminação, nomeadamente o da enfermeira espanhola Teresa Romero, que contraiu a doença no cumprimento do dever, na Serra Leoa. A enfermeira sobreviveu mas a polémica em torno do alegado facilitismo com que o seu caso foi abordado pelas autoridades de Saúde de Espanha levantou ondas de polémica. Também nos Estados Unidos se detectaram vários casos, tendo sempre como origem comum a África Ocidental.

Por outro lado, os casos não confirmados a que se associaram respostas incomuns. Na Macedónia, um hotel foi encerrado para quarentena depois de um turista inglês ter falecido subitamente com sintomas semelhantes aos do ébola, mas sem qualquer confirmação de que tivesse estado na África Ocidental. De qualquer forma, todas as situações foram debeladas e os três países em causa continuaram a ser as principais vítimas. Inclusivamente, os países da região, e apesar da dificuldade em controlar as fronteiras e da falta de meios (como é o caso da Guiné-Bissau, com uma longa fronteira com a Guiné-Conacri), conseguiram evitar a expansão da mortandade.

Na viragem de 2015, a epidemia deu sinais de estar controlada, embora ainda em Julho continuassem a registar-se novos casos. O abrandamento da situação de alarme deixa à vista, porém, a destruição económica, social e psicológica em países com limitações severas - principalmente a Libéria e a Serra Leoa, ainda a recuperar de anos de guerras civis.

A Organização Mundial de Saúde não deixou de alertar, em Abril de 2015, para o florescimento de condições favoráveis ao surgimento do ébola e de outras doenças zoonóticas (a desflorestação, as alterações climáticas) e para o perigoso esquecimento a que a África Ocidental, de uma forma genérica, foi deixada pela comunidade internacional durante o pico da doença. Ainda que tenham sido mobilizados meios humanos e técnicos e que se tenham acelerado os projectos de investigação no sentido de encontrar uma cura, os montantes investidos a nível global no combate a esta ameaça são muito inferiores aos gastos, por exemplo, em despesas militares.