O entretenimento terá surgido ao mesmo tempo que o primeiro ser humano pisou a face da Terra. Nos intervalos da sua luta pela sobrevivência, os homens primitivos já procurariam formas de se divertirem. Se as pinturas rupestres teriam, ao que tudo indica, uma componente lúdica, com a evolução da espécie terão surgido novas formas de diversão, que passaram também a constituir uma forma de socialização. Das tragédias gregas aos espectáculos com gladiadores no Coliseu de Roma, passando pelos jograis da Idade Média e até pelas peças de Gil Vicente, são muitos os exemplos que chegam até aos dias de hoje e que demonstram que a História do Entretenimento se confunde com a própria História do Homem. Dos salões da nobreza aos bailaricos populares nos adros das igrejas, das óperas do século XVII até aos saraus literários do século XIX, o entretenimento tornou-se transversal em termos sociais.

Com a Revolução Industrial aumentou o tempo livre e com ele multiplicaram-se as formas de entretenimento. No século XX a rádio e o cinema tiveram um impacto fundamental nas mudanças de comportamento nos momentos de lazer. Começavam a surgir as primeiras estrelas à escala global, que se tornariam ainda maiores quando a televisão apareceu. Não é por acaso que é vulgarmente designada como "a caixa que mudou o mundo". A televisão passou a trazer concertos, peças de teatro, filmes, séries e notícias directamente à nossa sala de estar. O crescimento económico que se seguiu à II Guerra Mundial contribuiu para a sua expansão por todo o mundo e a 7 de Março de 1957 nascia em Portugal a RTP, que teve o monopólio televisivo até ao aparecimento das televisões privadas, em 1992.

A televisão e o cinema ganharam cores, os festivais de música, inicialmente associados ao movimento hippie, tornaram-se fenómenos de massas, a arte saiu dos museus e passou para as ruas sobre a forma de grafittis, os videoclips tornaram-se fundamentais para vender discos, as revistas sobre entretenimento multiplicaram-se e nos eventos desportivos passaram os intervalos passaram a ser um espectáculo dentro do espectáculo.

Mas a verdadeira revolução estava para vir. Com três letrinhas apenas (www) tudo passou a estar à distância de um clique. Primeiro apenas nos computadores; agora praticamente em todo o lado. Podemos ver um vídeo no YouTube, marcar eventos pelo Facebook, jogar online com alguém que vive noutro continente, comprar bilhetes para espectáculos sem sair de casa, ver séries que nem passam na TV e ter acesso a artistas que ainda não saíram da garagem. Mais importante ainda: podemos personalizar as nossas escolhas. Escolher o que queremos ver, onde, quando e como. Este é o admirável mundo do entretenimento no século XXI.