O Facebook é a maior rede social do mundo e um dos serviços online que definem a forma como as pessoas utilizam a internet, actualmente, a nível mundial. Fundada por Mark Zuckerberg, ainda enquanto estudante de engenharia informática, em 2004, a rede social tornou-se a primeira a atingir a marca histórica de um bilião de utilizadores em todo o mundo, e continuou a crescer. Não sendo a primeira das redes sociais (em 2004 já existiam o MySpace e o Hi5, que chegaram a ser líderes de mercado também em Portugal), o Facebook foi sem dúvida aquela que melhor conseguiu colocar as pessoas a falar entre si, a partilhar o seu dia-a-dia e da forma tecnologicamente mais confortável. Ao longo da segunda década do século XXI, o Facebook tem sido o passo mais importante no estabelecimento da internet enquanto ferramenta de interacção social, de trabalho, de estudo e muitas outras formas de partilha de informação.

Muitos duvidariam do interesse que poderia ter um serviço que ajudava as pessoas a partilhar as suas vidas online, quando o pressuposto seria que todos quereriam proteger ao máximo a sua vida privada. Contudo, as reacções que Zuckerberg obteve com as suas primeiras experiências na Universidade de Harvard, junto dos colegas, convenceram-no do contrário. Apesar das polémicas geradas com alguns colegas, envolvendo plágio de ideias e processos em tribunal, nada travou Zuckerberg no caminho do sucesso, que se tornou bilionário com apenas 23 anos.

A ambição de Zuckerberg era, não a de competir com a Google por espaço na internet existente, mas recriar o mundo dentro do Facebook. Em parte, foi isso mesmo que o norte-americano conseguiu, não só com os milhões de utilizadores mas também com a chegada das empresas, organizações e celebridades. Se em 2010 o AdWords era de longe o maior programa de anúncios online, hoje os profissionais de web marketing têm que dominar também os anúncios dentro do "Face".

O Facebook passou a ser utilizado por políticos para comunicar com os eleitorados e teve que entrar nos sistemas jurídicos de inúmeros países, à medida que casos de despedimentos, difamação e abuso envolviam a utilização da rede social. Em simultâneo, tornou-se também um espaço de denúncia, de divulgação de informação e, em última análise, de um aprofundar do espaço das democracias.

Como todos os serviços e empresas de internet, o "Face" não é invulnerável. Por todo o mundo repetem-se as notícias de quebras no número dos utilizadores abaixo dos 25 anos, por vezes motivados pela presença ostensiva de pais e outros familiares de escalões etários mais avançados. Além disso, Zuckerberg não conseguiu propriamente expandir-se para fora dos limites do "seu" mundo; o Facebook não tem um smartphone próprio nem um sistema operativo móvel próprio, como se chegou a aventar, e a sua penetração no mobile tem sido favorecida pelas aquisições (como foi o caso do Whatsapp) ou pela atracção dos grandes players (como o Instagram, cujo crescimento se explicou em parte pela facilidade de integração com o Facebook.)

Em todo o caso, prevê-se que ao longo dos próximos anos o Facebook se mantenha como uma das gigantes que determinam a forma como as pessoas utilizam a tecnologia, a par da Google, da Microsoft, da Apple e dos grandes fabricantes de telemóveis.