Nascida em 1998, a Google é uma empresa norte-americana que revolucionou a forma como o mundo pesquisa e acede à informação. A empresa é habitualmente conhecida como "o" Google, devido ao seu motor de pesquisa (ou motor de busca) do mesmo nome, o serviço universalmente utilizado. Larry Page e Sergey Brin, alunos da Universidade de Stanford, implementaram um algoritmo inovador que maximizou a eficiência dos resultados de pesquisa. O motor de pesquisa foi o ponto de partida para o sucesso actual da empresa.

Antes do surgimento do Google, era difícil encontrar informação na internet. Os motores de pesquisa existentes eram demasiado rudimentares. A nível mundial, contavam-se o AOL, o Yahoo ou o Altavista entre os mais utilizados. Em Portugal, portais como o SAPO ou o Terravista devolviam resultados com níveis de eficácias idênticos aos dos portais internacionais, mas igualmente obrigando o utilizador a repetir as pesquisas várias vezes. Com o Google, passou a ser muito mais fácil encontrar um website, de qualquer natureza, com a informação realmente relevante para o utilizador. Em pouco tempo, o motor de busca tornou-se o mais utilizado no mundo, e assim tem permanecido desde então, com percentagens de mercado entre os 75% e os 90%.

A Google expandiu as suas actividades muito além do motor de pesquisa, lançando uma imensa panóplia de produtos e serviços tecnológicos. O Gmail, lançado em 2004, tornou-se o serviço de webmail mais utilizado no mundo, destronando o Hotmail. Nos navegadores, o Chrome veio também a conquistar uma posição de paridade com o Mozilla Firefox, depois de vários anos de liderança do Internet Explorer da Microsoft. O Maps veio alterar a forma como as pessoas consultam mapas, oferecendo a toda a gente o planeta Terra cartografado via satélite e acessível em casa, e permitindo também a partilha de informação neste âmbito. E o Android tornou-se o sistema operativo móvel mais utilizado além do iOS, provando que Page e Brin estavam atentos à revolução que Steve Jobs iniciou com os tablets e os smartphones.

No final da primeira década do século XXI, parecia que a Google estava condenada a tornar-se a própria internet. E se a Microsoft, a Apple, ou a Samsung constituem, nas suas áreas de actuação, alternativas à altura, o Facebook de Mark Zuckerberg veio criar um desafio realmente sério na forma como as pessoas, por todo o mundo, acedem à informação e utilizam a internet nas suas vidas. O confronto entre as duas empresas continua intenso, ao longo desta década.

A empresa não deixou também de ir além do software e da internet. Não satisfeita com o Android, lançou-se no mercado dos smartphones propriamente dito, com o Nexus, e procura ir ainda mais além, com outros projectos tecnológicos - como o automóvel sem condução humana - e até em outros âmbitos, como as apostas na produção de energias renováveis. Eventos como a Science Fair, que premeiam o talento aplicado em projectos inovadores, reflectem também a preocupação científica, e também social e ética, que a empresa sempre assumiu. Uma postura que a tem ajudado a contornar algumas polémicas, nomeadamente sobre a colaboração com o regime autocrático (e censor) da China ou com a NSA (National Security Agency), relativamente à protecção dos dados pessoais dos utilizadores. Espera-se, assim, que a Google continue a ter um papel preponderante na definição dos usos e aplicações da tecnologia nos próximos anos.