A Guarda Nacional Republicana (GNR) é uma força policial portuguesa, partilhando com a PSP (Polícia de Segurança Pública) as principais responsabilidades em termos de segurança, nomeadamente no que respeita à prevenção do crime, gestão de situações de crise e, naturalmente, pela manutenção da ordem pública. Ao contrário da PSP, a "Guarda" (como é comummente designada) é uma força de natureza militar, subordinada igualmente ao Ministério da Defesa e ao da Administração Interna, o que significa que o seu corpo de tropas assume os direitos e deveres que assistem aos membros das restantes forças militares. É a única força de segurança em Portugal que assume este cariz militar. Porém, grosso modo, as principais diferenças de actuação entre as duas forças policiais são geográficas, cabendo à PSP a presença nas grandes cidades e à GNR as pequenas cidades, vilas e o grande espaço rural.

O estatuto militar da GNR, de per si, não protege os "guardas" da criminalidade violenta. Os incidentes graves envolvendo elementos da guarda demonstram o carácter de grande proximidade ao terreno que caracteriza esta força. Lamentavelmente, têm sido igualmente notícia os casos de suicídio sem que, aparentemente, as hierarquias tenham tomado medidas para encarar o problema de uma forma geral e consciente.

A GNR foi criada originalmente em 1801, copiando o modelo francês de gendarmerie que se impunha um pouco por toda a Europa, e mudou de nome logo após a revolução republicana, de 5 de Outubro de 1910. Foi a única instituição do Estado que manteve de forma explícita, até hoje, a referência à República. A sua sede, no quartel do Carmo, em Lisboa, foi o último teatro das operações militares de 25 de Abril de 1974, e ainda hoje ainda se situa o seu Comando Geral.

Actualmente, além das funções gerais de policiamento e combate ao crime, a GNR integra igualmente diversas funções específicas, atribuídas a sub-unidades próprias. São os casos do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente), que veio substituir a antiga Guarda Florestal; o GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro), com funções no âmbito de situações de proteção civil; a UAF (Unidade de Acção Fiscal), para "acções de fiscalização tributária, fiscal e aduaneira", de acordo com a própria Guarda, e que substitui a antiga Guarda Fiscal; a Unidade Nacional de Trânsito, para o trânsito rodoviário; a Unidade de Controlo Costeiro, para situações tão diversas como a pesca ilegal de meixão ou a possibilidade de contrabando de substâncias ilegais através da costa; e a Unidade de Intervenção, para situações críticas em termos de segurança pública, bem como para missões internacionais (através do Centro de Treino e Aprontamento de Forças para Missões Internacionais). Em anos recentes, a GNR contribuiu, através desta unidade, para a consolidação da paz e da segurança em Timor Loro Sae e no Iraque.