É difícil um ser humano não ficar chocado e horrorizado com os acontecimentos que envolvem o grupo de terrorismo ISIS. Mas se pusermos de lado os nossos sentimentos pessoais acerca deles, não encontramos nada de inédito nas suas ações. Apenas vemos um resumo de muitas atrocidades realizadas ao longo da história por diferentes raças e nações.

A nossa história é cheia de maravilhas e de grandes eventos que nos ajudaram a compreender melhor o nosso lugar neste planeta. A história não seria a mesma sem a criatividade e a imaginação que temos. É isto que nos torna únicos, pois podemos ver coisas que não existem, mas que podem vir a existir, se unirmos os nossos esforços para alcançar um objetivo comum. Mas às vezes, este objetivo não é tão nobre como possa parecer, e é aqui que as coisas começam a dar para o torto.

Desde o início dos tempos, que os seres humanos estão envolvidos em guerras, por território de caça, recursos ou apenas por falta de comunicação. Como a população cresceu e as primeiras religiões foram criadas, as diferenças que separam as massas cresceram também, assim como as táticas para refletir o seu ódio para com aqueles que são considerados diferentes.

Hoje vemos os terroristas da ISIS a decapitar prisioneiros indefesos e perguntamo-nos como o ser humano pode ser capaz de cometer tal atrocidade contra outrem. A verdade é que esta atrocidade foi cometida várias vezes ao longo da história. Genghis Khan, o maior governante Mongol, matou mais de 1 milhão de habitantes por decapitação. Em muitos países europeus, como na Inglaterra (Charles I) e França (Louis XVI), membros da monarquia foram condenados à morte por decapitação. A guilhotina permaneceu em uso na França até 1977 como método de pena de morte.

Um outro método horrível de matança usado frequentemente pela ISIS é a crucificação. Mas aqui é bastante óbvio que não é invenção sua nem é tão usada como outros tempos da nossa história. Os romanos (mas vários outros também) usaram este método para suprimir qualquer oposição às suas decisões.

E que tal matar alegando que o assassinado é um infiel e que merecia ser morto por isso? Já assistimos a isto muitas vezes na história. As cruzadas são um excelente exemplo. Após o cerco a Jerusalém no final da primeira cruzada, todos os moradores da cidade, combatente e não-combatentes, muçulmanos, judeus ou membros de outra fé, foram massacrados indiscriminadamente. Também a inquisição espanhola e portuguesa nos deixaram muitos exemplos terríveis de imensa crueldade motivados pela religião.

Por último, que tal matar por causa de ideais políticos, fé religiosa, grupo étnico ou orientação sexual? Os turcos são um bom exemplo, uma vez que massacraram entre 1 e 1,5 milhão de arménios com o objetivo de impedi-los de reclamar o seu território ancestral. Também os nazistas assassinaram em massa por todos os motivos mencionados anteriormente.

Apesar dos seus atos horríveis, a ISIS não trouxe nada de novo. Usa os mesmos métodos cruéis utilizados na história por outros. Eles limitam-se a repetir páginas escuras na história da humanidade a fim de provocar um choque naqueles que se lhes opõem. E de fato não há nada especial nos seus atos em termos de história. São mais um grupo de terroristas criminosos que não aprendeu nada com ela.