Inovação é um conceito, aplicado por teóricos (economistas, marketeers e outros académicos), empresários, políticos e na comunicação social, que significa um processo de optimização de actividade, por parte das organizações, através da introdução de novos elementos, de modo a estabelecer um processo de melhoria contínua. A inovação pode traduzir-se na aplicação de novas ideias, de processos que simplifiquem ou melhorem a eficiência da produção de um bem ou prestação de um serviço, da produção de novos bens ou do desenvolvimento de novas tecnologias. Habitualmente pensada do ponto de vista económico, da relação entre as empresas e o mercado, a inovação pode ser aplicada à actividade de qualquer organização, ainda que não lucrativa ou ao governo ou administrações públicas.

Os maiores nomes da teoria económica e do marketing desenvolveram trabalho sobre este conceito. Peter Drucker apontou um conjunto alargado de fontes de inovação, nomeadamente mudanças: nas indústrias, nos mercados, na demografia ou na cultura. O engenheiro de robótica Joseph Engelberger simplificou a ideia, apontando que basta para se concretizar a inovação basta que exista apenas uma necessidade reconhecida, pessoas competentes e tecnicamente capacitadas e apoio financeiro.

O conceito de fazer novo para obter melhores resultados não é certamente uma novidade; antes o é a forma como é estudado nos meios académicos, como é debatido nos meios políticos e como dele se tem consciência no meio empresarial. Se é certo que, no passado, o desenvolvimento da caravela ou da máquina a vapor deram impulso a grandes momentos de transformação como os Descobrimentos ou a Revolução Industrial, é igualmente certo que o esforço de desenvolvimento pertencia a uma pequena minoria de pessoas e instituições. Hoje, assumindo a inovação como um objectivo geral, espera-se que as empresas e as organizações, de um modo geral, trabalhem neste sentido, criando um novo paradigma. Quem poderia imaginar, até há pouco, que uma estrada poderia produzir electricidade a partir da luz solar?

Exemplos concretos de sucesso em inovação têm sido notados na economia portuguesa. Os têxteis e o calçado são um dos exemplos, com a reconversão da produção em massa e de qualidade inferior (cujo mercado alvo se perdeu para os fabricantes do Sudeste asiático) para produção de alta qualidade, competindo com os concorrentes de França e Itália. O sector dos vinhos abandonou a produção de vinho "a martelo" e de má qualidade, embalado em garrafões de vidro e garrafas de plástico; houve investimento em enólogos, conhecimento científico e infra-estruturas tecnologicamente avançadas, de uma forma que, no espaço de duas décadas, tornou-se quase impossível encontrar vinhos realmente maus fabricados em Portugal. O sector dos moldes e plásticos aguentou o embate dos moldes "low-cost" fabricados na China e no México, no início do século XXI, e continua a destacar-se e a ser um dos preferidos nos mercados internacionais.

Da mesma forma, as universidades portuguesas têm desenvolvido esforços no sentido de criar conhecimento que possa, através da criação das sinergias apropriadas, ser aproveitado pelo mundo empresarial. A Universidade de Aveiro é uma delas, sendo a empresa SAPO, criada nos anos 90, um dos exemplos clássicos.